Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

 

Arquitectura religiosa, oitocentista. Igreja paroquial de planta rectangular composta por nave, capela-mor e sacristia e torre sineira adossadas à fachada lateral esquerda, o templo com coberturas interiores diferenciadas em falsas abóbadas de berço abatidas, a da capela-mor com caixotões, iluminada uniformemente por janelas rectilíneas em capialço, rasgadas nas fachadas laterais. Fachada principal em empena truncada, com os vãos rasgados em eixo composto pelo portal escavado, formado por duas arquivoltas sustentadas por colunas, em estilo neoromânico, encimado por rosácea e nicho com a imagem do orago. Torre sineira de dois registos e ventanas de volta perfeita, com cobertura em coruchéu piramidal em cantaria, rematada por ameias decorativas, de invocação neoromânica. Fachadas rematadas em cornija, as laterais com portas travessas. Interior com coro-alto, baptistério na base da torre e púlpito rectangular no lado da Epístola, com acesso por escadas no lado esquerdo. Retábulos de talha policroma neobarrocos.

 

Descrição

Planta rectangular composta por nave, capela-mor e, adossadas à fachada lateral esquerda, uma sacristia e a torre quadrada, alinhada com a fachada principal, de volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e sacristia, sendo em coruchéu piramidal de cantaria na torre. FACHADAS em cantaria de granito aparente, com os cunhais firmados por pináculos piramidais sobre pequenos plintos, excepto na fachada principal, com perfis galbados, sendo rematadas, no corpo da nave, em cornija. FACHADA PRINCIPAL, virada a SO., em empena truncada por cruz latina sobre dado. É rasgada por portal escavado composto por duas arquivoltas assentes em quatro colunas assentes em duas ordens de plintos e com capitéis decorados com folhas de acantos; possui tímpano liso, assente em impostas salientes. Sobre o portal, rosácea circular, em capialço e com múltiplas molduras; sobre esta, nicho de volta perfeita com a imagem do orago. No lado esquerdo, a TORRE sineira com soco em cantaria de granito e de dois registos separados por friso, o superior com quatro ventanas em arco de volta perfeita, assentes em impostas salientes e com molduras salientes em cantaria, a da fachada principal encimada por relógio circular; é rasgada na face NO. por porta de verga recta e com acesso por escadas de cantaria e guarda metálica na face NE.. Remata em cornija assente em cachorrada e em ameias decorativas. FACHADA LATERAL ESQUERDA, virada a NO., com duas frestas recilíneas e em capialço no corpo da nave, onde surge uma porta travessa em arco apontado e com a moldura formada pelas aduelas. Tem adossado o corpo da sacristia com a fachada NO. em empena com cruz latina no vértice e porta de verga recta dintelada na face SO.. FACHADA LATERAL DIREITA com duas janelas semelhantes às anteriores no corpo da nave e com porta travessa de verga recta e dintelada, com arestas biseladas. FACHADA POSTERIOR em empena com cruz latina no vértice e rasgada por pequena fresta descentrada. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por silhar de azulejo policromo, de padrão 4x4, definidos por barra 2x2, com a nave pavimentada a tijoleira, excepto no sub-coro e presbitério, em lajeado de granito, e coberta por falsa abóbada de berço abatido de madeira, com pinturas decorativas, assente em cornija e reforçada por tirantes metálicos. Coro-alto de madeira, assente em quatro mísulas de cantaria e com guarda balaustrada. O portal é protegido por guarda-vento de madeira almofadado e vidro fosco. No lado do Evangelho, o baptistério com acesso por arco de volta perfeita e de arestas boleadas. No interior, a parede encontra-se revestida a azulejo bícromo, azul e branco, e possui pia baptismal em cantaria de granito, composta por uma coluna da ordem dórica, encimada pela taça poligonal e ornada por almofadados. No lado da Epístola, púlpito quadrangular com bacia em cantaria de granito, assente em mísula do mesmo material, com guarda plena de madeira pintada, ornada por apainelados dourados contendo as insígnias do orago; tem acesso por escadas de madeira no lado esquerdo. Confrontantes, as capelas retabulares laterais, dedicadas a Nossa Senhora das Graças (Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (Epístola). Arco triunfal de volta perfeita assente em meias-pilastras e em colunas de fuste liso e capitéis decorados com elementos fitomórficos estilizados. Está encimada por sanefão de talha pintada e dourada, decorada por acantos. Capela-mor com cobertura em falsa abóbada de berço abatido em madeira e dividida em caixotões, o central de maiores dimensões, e pavimento em ladrilho hidráulico policromo e com decoração geométrica. Sobre supedâneo de dois degraus de cantaria, retábulo-mor de talha pintada e dourada, de planta côncava e três eixos definidos por quatro colunas coríntias, com o terço inferior marcado por anel fitomórfico, que se prolonga em pendentes, assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, com as faces almofadadas e decoradas com elementos vegetalistas. Ao centro, tribuna de perfil contracurvo e com moldura saliente, contendo painel pintado com a Ceia em Emaús, Nos eixos laterais, mísulas troncocónicas invertidas contendo imaginária, envolvidas por apainelados recortados, encimados por acanto estilizado. Remate em friso e cornija, tendo, ao centro, frontão interrompido por espaldar recortado, decorado com elementos fitomórficos e pomba. Na base, as portas de acesso à tribuna, que centram altar em forma de urna, encimado pelo sacrário paralelepipédico, integrado em estrutura em forma de templete, composto por colunas e remate em cúpula; a porta está ornada por cálice e custódia. No lado do Evangelho, um vão rectangular dá acesso à sacristia.

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado numa zona plana, nas imediações da Auto-Estrada 11. No no lado esquerdo, desenvolve-se o Cemitério e uma alameda arborizada, de que se separa por um muro capeado, em cantaria de granito, que conforma um pequeno adro pavimentado a calçada, com abertura frontal.

 

 

Descrição Complementar

A cobertura da nave possui um amplo painel rectilíneo central, que integra medalhão oval e com decoração de acantos, representando São Pedro como Pastor; o painel é rodeado por pequenos medalhões com motivos fitomórficos, as tábuas da lei e as insígnias de São Pedro. Os retábulos laterais são semelhantes de talha pintada e dourada, de planta recta e um eixo definido por duas colunas coríntias, com o terço inferior marcado por anel fitomórfico, que se prolonga em pendentes, assentes plintos paralelepipédicos, com as faces almofadadas e decoradas com elementos vegetalistas. Ao centro, nicho de perfil contracurvo e com moldura saliente, ladeado por, mísulas envolvidas por apainelados recortados, encimados por acanto estilizado. Remate em friso e cornija, tendo, ao centro, espaldar recortado, decorado por acantos que centram coroação inflamada. Altar em forma de urna, o do Evangelho com as iniciais "AM", tendo, no oposto, as iniciais "JSH".

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTOR: António Alves (1934).

Cronologia

Séc. 13 - a paróquia surge referida na documentação; o padroado é régio; 1399 - o padroado é régio, sendo o pároco confirmado pelo bispo de Braga; séc. 16 - provável construção do templo; criação de uma comenda da Ordem de Cristo, que recebe os rendimentos da igreja; 1573 - a igreja passa ao padroado dos Condes de Sabugal; 1613 - é comendador D. Manuel de Ataíde e Azevedo; 1679 - D. Maria Bárbara de Noronha, condessa do Alegrete, detinha a Comenda da Ordem de Cristo, pois fora autorizada, em 25 Fevereiro 1648, a administrar os bens do seu falecido marido, Matias de Albuquerque; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa, a igreja é uma reitoria apresentada pelo Conde de Sabugal e rende 100$000, rendendo para a Comenda da Ordem de Cristo, 300$000; a povoação tem 170 vizinhos; 1758, 20 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Caetano Pinto de Almeida, é referido que a igreja fica no meio da freguesia e tem por orago São Pedro; o templo tem três altares, o mor, com o Santíssimo, e os de Nossa Senhora do Rosário e Santo António; constitui uma reitoria e tem de renda 100$000, paga ao administrador da terra, o Conde Meirinho-mor do Reino, o Conde de Sabugal; 1822 - numa visitação é referido que a igreja se encontra em péssimo estado de conservação, particularmente a capela-mor; séc. 19, meados - reconstrução do templo; 1934 - pintura da tela da tribuna pelo pintor António Alves, de Braga; 1959 - oferta do relógio da igreja pelos filhos e netos de Lino Pinto de Babo.

Características Particulares

Igreja de construção quinhentista, como é visível no tipo de silhares utilizados e na porta travessa entaipada rasgada na fachada lateral esquerda, em arco apontado e com a moldura formada pelas aduelas. Foi reformulada no séc. 17, com a construção da nova porta travessa na fachada lateral direita, de perfil rectilíneo e arestas chanfradas, e das janelas em capialço. A igreja foi profundamente reformulada no séc. 19, com a construção de um novo portal neoromânico, encimado por rosácea, o mesmo acontecendo com a torre seiscentista, a qual recebeu novas ventanas longilíneas e em arcos ligeiramente apontadas, bem como um novo remate em cachorros e ameias decorativas. No interior, destacam-se as pinturas das coberturas, efectuadas no séc. 20, mas com painéis e cartelas decorativas, de inspiração barroca, assim como as estruturas retabulares com gramática decorativa semelhante, de inspiração neobarroca e neoclássica. O arco triunfal destaca-se pelo facto de assentar em colunas de vulto, destacadas da parede, com capitéis decorados por folhagem estilizada.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito, rebocada e pintada internamente; colunas, rosácea, modinaturas, pavimentos, pia baptismal, bacia do púlpito, mísulas, cornijas, ameias, cachorrada em cantaria de granito; coro-alto, púlpito, retábulos, coberturas, guarda-vento, portas de madeira; silhares de azulejo industrial; coberturas exteriores em telha.

Bibliografia

CARDOSO, Cristiano e SILVA, Elsa, A Igreja de São Pedro de Caíde de Rei, in Suplemento de Património, ano 12, n.º 83, Lousada, Câmara Municipal de Lousada, Fevereiro 2011; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza. Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 8, n.º 36, fl. 203-206)

Autor e Data

Diocese do Porto e Paula Figueiredo (IHRU) 2011 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese do Porto)

Arquitectura religiosa, oitocentista. Igreja paroquial de planta rectangular composta por nave, capela-mor e sacristia e torre sineira adossadas à fachada lateral esquerda, o templo com coberturas interiores diferenciadas em falsas abóbadas de berço abatidas, a da capela-mor com caixotões, iluminada uniformemente por janelas rectilíneas em capialço, rasgadas nas fachadas laterais. Fachada principal em empena truncada, com os vãos rasgados em eixo composto pelo portal escavado, formado por duas arquivoltas sustentadas por colunas, em estilo neoromânico, encimado por rosácea e nicho com a imagem do orago. Torre sineira de dois registos e ventanas de volta perfeita, com cobertura em coruchéu piramidal em cantaria, rematada por ameias decorativas, de invocação neoromânica. Fachadas rematadas em cornija, as laterais com portas travessas. Interior com coro-alto, baptistério na base da torre e púlpito rectangular no lado da Epístola, com acesso por escadas no lado esquerdo. Retábulos de talha policroma neobarrocos.

Descrição

Planta rectangular composta por nave, capela-mor e, adossadas à fachada lateral esquerda, uma sacristia e a torre quadrada, alinhada com a fachada principal, de volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e sacristia, sendo em coruchéu piramidal de cantaria na torre. FACHADAS em cantaria de granito aparente, com os cunhais firmados por pináculos piramidais sobre pequenos plintos, excepto na fachada principal, com perfis galbados, sendo rematadas, no corpo da nave, em cornija. FACHADA PRINCIPAL, virada a SO., em empena truncada por cruz latina sobre dado. É rasgada por portal escavado composto por duas arquivoltas assentes em quatro colunas assentes em duas ordens de plintos e com capitéis decorados com folhas de acantos; possui tímpano liso, assente em impostas salientes. Sobre o portal, rosácea circular, em capialço e com múltiplas molduras; sobre esta, nicho de volta perfeita com a imagem do orago. No lado esquerdo, a TORRE sineira com soco em cantaria de granito e de dois registos separados por friso, o superior com quatro ventanas em arco de volta perfeita, assentes em impostas salientes e com molduras salientes em cantaria, a da fachada principal encimada por relógio circular; é rasgada na face NO. por porta de verga recta e com acesso por escadas de cantaria e guarda metálica na face NE.. Remata em cornija assente em cachorrada e em ameias decorativas. FACHADA LATERAL ESQUERDA, virada a NO., com duas frestas recilíneas e em capialço no corpo da nave, onde surge uma porta travessa em arco apontado e com a moldura formada pelas aduelas. Tem adossado o corpo da sacristia com a fachada NO. em empena com cruz latina no vértice e porta de verga recta dintelada na face SO.. FACHADA LATERAL DIREITA com duas janelas semelhantes às anteriores no corpo da nave e com porta travessa de verga recta e dintelada, com arestas biseladas. FACHADA POSTERIOR em empena com cruz latina no vértice e rasgada por pequena fresta descentrada. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por silhar de azulejo policromo, de padrão 4x4, definidos por barra 2x2, com a nave pavimentada a tijoleira, excepto no sub-coro e presbitério, em lajeado de granito, e coberta por falsa abóbada de berço abatido de madeira, com pinturas decorativas, assente em cornija e reforçada por tirantes metálicos. Coro-alto de madeira, assente em quatro mísulas de cantaria e com guarda balaustrada. O portal é protegido por guarda-vento de madeira almofadado e vidro fosco. No lado do Evangelho, o baptistério com acesso por arco de volta perfeita e de arestas boleadas. No interior, a parede encontra-se revestida a azulejo bícromo, azul e branco, e possui pia baptismal em cantaria de granito, composta por uma coluna da ordem dórica, encimada pela taça poligonal e ornada por almofadados. No lado da Epístola, púlpito quadrangular com bacia em cantaria de granito, assente em mísula do mesmo material, com guarda plena de madeira pintada, ornada por apainelados dourados contendo as insígnias do orago; tem acesso por escadas de madeira no lado esquerdo. Confrontantes, as capelas retabulares laterais, dedicadas a Nossa Senhora das Graças (Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (Epístola). Arco triunfal de volta perfeita assente em meias-pilastras e em colunas de fuste liso e capitéis decorados com elementos fitomórficos estilizados. Está encimada por sanefão de talha pintada e dourada, decorada por acantos. Capela-mor com cobertura em falsa abóbada de berço abatido em madeira e dividida em caixotões, o central de maiores dimensões, e pavimento em ladrilho hidráulico policromo e com decoração geométrica. Sobre supedâneo de dois degraus de cantaria, retábulo-mor de talha pintada e dourada, de planta côncava e três eixos definidos por quatro colunas coríntias, com o terço inferior marcado por anel fitomórfico, que se prolonga em pendentes, assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, com as faces almofadadas e decoradas com elementos vegetalistas. Ao centro, tribuna de perfil contracurvo e com moldura saliente, contendo painel pintado com a Ceia em Emaús, Nos eixos laterais, mísulas troncocónicas invertidas contendo imaginária, envolvidas por apainelados recortados, encimados por acanto estilizado. Remate em friso e cornija, tendo, ao centro, frontão interrompido por espaldar recortado, decorado com elementos fitomórficos e pomba. Na base, as portas de acesso à tribuna, que centram altar em forma de urna, encimado pelo sacrário paralelepipédico, integrado em estrutura em forma de templete, composto por colunas e remate em cúpula; a porta está ornada por cálice e custódia. No lado do Evangelho, um vão rectangular dá acesso à sacristia.

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado numa zona plana, nas imediações da Auto-Estrada 11. No no lado esquerdo, desenvolve-se o Cemitério e uma alameda arborizada, de que se separa por um muro capeado, em cantaria de granito, que conforma um pequeno adro pavimentado a calçada, com abertura frontal.

Descrição Complementar

A cobertura da nave possui um amplo painel rectilíneo central, que integra medalhão oval e com decoração de acantos, representando São Pedro como Pastor; o painel é rodeado por pequenos medalhões com motivos fitomórficos, as tábuas da lei e as insígnias de São Pedro. Os retábulos laterais são semelhantes de talha pintada e dourada, de planta recta e um eixo definido por duas colunas coríntias, com o terço inferior marcado por anel fitomórfico, que se prolonga em pendentes, assentes plintos paralelepipédicos, com as faces almofadadas e decoradas com elementos vegetalistas. Ao centro, nicho de perfil contracurvo e com moldura saliente, ladeado por, mísulas envolvidas por apainelados recortados, encimados por acanto estilizado. Remate em friso e cornija, tendo, ao centro, espaldar recortado, decorado por acantos que centram coroação inflamada. Altar em forma de urna, o do Evangelho com as iniciais "AM", tendo, no oposto, as iniciais "JSH".

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTOR: António Alves (1934).

Cronologia

Séc. 13 - a paróquia surge referida na documentação; o padroado é régio; 1399 - o padroado é régio, sendo o pároco confirmado pelo bispo de Braga; séc. 16 - provável construção do templo; criação de uma comenda da Ordem de Cristo, que recebe os rendimentos da igreja; 1573 - a igreja passa ao padroado dos Condes de Sabugal; 1613 - é comendador D. Manuel de Ataíde e Azevedo; 1679 - D. Maria Bárbara de Noronha, condessa do Alegrete, detinha a Comenda da Ordem de Cristo, pois fora autorizada, em 25 Fevereiro 1648, a administrar os bens do seu falecido marido, Matias de Albuquerque; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa, a igreja é uma reitoria apresentada pelo Conde de Sabugal e rende 100$000, rendendo para a Comenda da Ordem de Cristo, 300$000; a povoação tem 170 vizinhos; 1758, 20 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Caetano Pinto de Almeida, é referido que a igreja fica no meio da freguesia e tem por orago São Pedro; o templo tem três altares, o mor, com o Santíssimo, e os de Nossa Senhora do Rosário e Santo António; constitui uma reitoria e tem de renda 100$000, paga ao administrador da terra, o Conde Meirinho-mor do Reino, o Conde de Sabugal; 1822 - numa visitação é referido que a igreja se encontra em péssimo estado de conservação, particularmente a capela-mor; séc. 19, meados - reconstrução do templo; 1934 - pintura da tela da tribuna pelo pintor António Alves, de Braga; 1959 - oferta do relógio da igreja pelos filhos e netos de Lino Pinto de Babo.

Características Particulares

Igreja de construção quinhentista, como é visível no tipo de silhares utilizados e na porta travessa entaipada rasgada na fachada lateral esquerda, em arco apontado e com a moldura formada pelas aduelas. Foi reformulada no séc. 17, com a construção da nova porta travessa na fachada lateral direita, de perfil rectilíneo e arestas chanfradas, e das janelas em capialço. A igreja foi profundamente reformulada no séc. 19, com a construção de um novo portal neoromânico, encimado por rosácea, o mesmo acontecendo com a torre seiscentista, a qual recebeu novas ventanas longilíneas e em arcos ligeiramente apontadas, bem como um novo remate em cachorros e ameias decorativas. No interior, destacam-se as pinturas das coberturas, efectuadas no séc. 20, mas com painéis e cartelas decorativas, de inspiração barroca, assim como as estruturas retabulares com gramática decorativa semelhante, de inspiração neobarroca e neoclássica. O arco triunfal destaca-se pelo facto de assentar em colunas de vulto, destacadas da parede, com capitéis decorados por folhagem estilizada.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito, rebocada e pintada internamente; colunas, rosácea, modinaturas, pavimentos, pia baptismal, bacia do púlpito, mísulas, cornijas, ameias, cachorrada em cantaria de granito; coro-alto, púlpito, retábulos, coberturas, guarda-vento, portas de madeira; silhares de azulejo industrial; coberturas exteriores em telha.

Bibliografia

CARDOSO, Cristiano e SILVA, Elsa, A Igreja de São Pedro de Caíde de Rei, in Suplemento de Património, ano 12, n.º 83, Lousada, Câmara Municipal de Lousada, Fevereiro 2011; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza. Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 8, n.º 36, fl. 203-206)

Autor e Data

Diocese do Porto e Paula Figueiredo (IHRU) 2011 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese do Porto)



publicado por José Carlos Silva às 15:06 | link do post | comentar

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