Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Perto de trinta mil é o número de moinhos que existe em todo o território português: de vento e de água. A maioria encontra-se ao abandono e outros em ruínas. A década de sessenta e setenta do século vinte foi fatal para este tipo de património edificado, pois muitos foram aqueles que "partiram para a guerra colonial e outros emigraram, deixando os moinhos ao abandono. Com a industrialização, deixou de ser rentável. Foi o fim de uma estrutura produtiva", segundo Jorge Miranda, da Rede Portuguesa de Moinhos.

O caminho mais correcto é recuperá-los para o turismo rural, fomentando projectos integrados de desenvolvimento entre autarquias e empresas, no sentido da sua salvaguarda, preservação, assim como dinamização cultural e interacção com o meio: as actuais gerações (e as vindouras) devem ter a noção do que é uma unidade moageira - um moinho. Por outro lado, é um núcleo ou núcleos museológicos que são criados, emprestando a um concelho ou a uma região um valor acrescentado.

Lousada encerra inúmeros moinhos a merecer o olhar, a atenção de quem de direito, para que este belo património não desapareça, pelo contrário, renasça. No Vale de Sousa existem múltiplos exemplos deste milenar património a merecer a atenção de autarcas e outros responsáveis.

O património é memória colectiva: memória de todos, memória que urge cuidar e preservar. E os moinhos são património, logo memória.

 

In TVS



publicado por José Carlos Silva às 20:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

As Capelas e o Património.

 

As capelas públicas de Lousada fazem parte integrante do Património concelhio, sendo na sua quase totalidade públicas: todo o património é do domínio “público”. E fazem parte da memória colectiva da comunidade em que estão inseridas. São memória, enquanto nós representamos a herança dessa memória legada pelos nossos antepassados.

Assim, as capelas representam a memória dos homens e o pulsar das comunidades, sendo também os sinais da sua identidade; são elas que representam algo de cada um; que os ajudam a centralizar os seus destinos; e que os levam a perspectivar e a acreditar no futuro; e é por isso que são património, são memória, que urge inventariar, sistematizar, potenciar, valorizar e divulgar.

As capelas, enquanto património não são tão monumentais quanto as igrejas paroquiais, os solares, as pontes românicas; mas representam um património que congrega à sua volta uma força poderosa, mística e de fé que leva os homens a fixá-las como o derradeiro refúgio.

São um tipo de património - de memória - que predomina em Lousada, que urge valorizar, dado pouco ou nada ter sido feito.

As capelas fazem, pois, parte da nossa memória colectiva, sendo património é qualidade. É, por isso, crucial que se mantenha a memória, a qualidade, para que estas - as capelas - continuem a ser testemunhos da actualidade e futuro. E por muito “pobre” que uma capela seja, ela representa o passado, e, por isso mesmo, deve continuar a sua função - a de preservação de testemunho.

Podemos afirmar que a manutenção da qualidade e da memória, do património - neste caso das capelas - pressupõe uma sensibilização e conhecimento das suas virtualidades, da sua importância e da sua diversidade arquitectónica e artística.

As capelas, enquanto património, representam não só um estilo arquitectónico, uma determinada época, mas acima de tudo o pulsar de uma comunidade, a alma de um povo.

Tudo isto representa as alvas ermidas do concelho de Lousada.

 

 

 

A Sacralização do Espaço. 

 

Quem percorrer, uma a uma, as freguesias do Concelho de Lousada e reparar no local onde primitivamente foram erigidas as suas capelas públicas, chega a uma só conclusão: num alto de um monte ou num local completamente despovoado, isolado.

Um local isolado, solitário, um alto do monte,...

Porquê ?

Haverá uma explicação para tal facto ?

Há.

           

Tal como no séc. XII - XIII, uma Igreja, era o melhor garante da posse e ocupação legal - porque cristã - de uma terra e, para além disso, uma garantia certa de segurança religiosa e psíquica para os colonizadores do seu “termo”, também no séc. XVII - XVIII, as ermidas e as capelas erigidas num alto de um monte ou num local isolado da freguesia se revestia de protecção, de benção para o território que abrangia (montes, vales, colinas, morros, etc.) e paz espiritual já que “funcionava” como protectora e último reduto dos aflitos.

A capela sacralizava o tempo e o espaço que envolvia e quanto mais longe dos seus devotos, mais importância, fora e poder tinha. O mistério, a distância, o seu poder divino e estranho, dava à santa da sua invocação um ar de todo o poder.

Ainda tinha outra função: conferia prestígio a quem a mandava erigir e que por isso cuidava dela em todos os pormenores.

A capela - lá no alto - tornava-se imprescindível à comunidade, sendo um dos pólos sacralizadores, em conjunto com a igreja, de toda a freguesia.

O nome da invocação da capela, da sua “padroeira”, é um factor importante para a comunidade paroquial. A capela - a sua padroeira - não só vela e intercede pela alma daqueles que já morreram, como é certeza da garantia do amparo e da protecção de Deus para os bens da terra, dos seus frutos, e do exorcismo dos males. As capelas, os seus santos “expulsavam” - velam - para que os demónios não tenham a veleidade de estragar as suas produções agrícolas, que não haja incêndios para que os seus montes estejam intactos (a madeira é um bem essencial).

Das capelas saíam procissões até aos vales onde os devotos dos seus santos viviam e labutavam. E nos cruzamentos e entroncamentos eram construídos cruzeiros. A procissão passava por esses locais para deles afastar os males, os demónios, do mundo. Já que “... há um outro género carregado de aspectos mágicos e que constava essencialmente  em cristianizar e apotropaicizar por meio de cruzes, de capelas, e de outros sinais amuletiformes os lugares de onde viessem más influências e os autos que dominavam a povoação. Assim, mais que para cristianizar, ou até sacralizar, as cruzes e as capelas, destinavam-se a proteger e a exorcizar o território dos entes maléficos.”17

As capelas - tal como os cruzeiros, sinais amoléticos gravados em penedos (em redor da freguesia) - tinham um filho, primeiro: proteger e exorcizar a localidade de tudo quanto fosse mais em termos de demónios.

Por tal razão, as procissões percorriam todos esses pontos considerados como hipotéticos locais de entes demoníacos.

As capelas tinham pois uma função “sacralizadora e protectora”. Aliás, as capelas, cedo apareciam no cume do monte das povoações quando estas começavam a ser povoadas. E no cimo destes montes, tendo aos seus pés os campos, iam as procissões com as rezas, as ladainhas para assim exorcizar os males daqueles locais.

Ainda hoje é aos santos “padroeiros” destas capelas a quem se pede, se roga, se apela, pelos frutos da terra, pela chuva, pela protecção pelos animais daninhos, e insectos (gafanhotos).

Actualmente, nem tanto. Hoje murmura-se, pede-se, pela saúde do filho ou da neta, da sua felicidade, etc.

Praticamente todas as capelas resultam da devoção e promessas da Época Moderna (e Contemporânea). Na Época Contemporânea foram reconstruídas pelos “brasileiros” que dessa forma adquiriram prestígio e nome.

Mas, em Lousada, vamos encontrar várias capelas em locais planos, baixos (S. Gonçalo - Macieira, N. Sr.ª da Conceição, N. Sr.ª das Necessidades - Lodares, N. Sr.ª da Misericórdia, St.º Ovídio, etc.).

Ora, estas e outras capelas, ou foram construídas em locais isolados, solitários, da freguesia, ou pertenceram a casas particulares, tornando-se mais tarde (em 1910, com a Implantação da República) capelas públicas ou foram doadas por particulares à Igreja (N. Sr.ª das Necessidades, St.ª Ovídio).

A maioria das capelas construídas em altos de montes, estão actualmente rodeadas pelos seus tementes devotos. São os casos da capela do Sr. dos Aflitos, do Loreto, S. Gonçalo (Lustosa), Sr.ª Aparecida, etc.

Uma das poucas que resiste a essa onda modernista é a capela de Sant’ Ana.

Mas a verdade é que ainda hoje - aquando das romarias - se fazem as procissões em determinado percurso e dão a volta de regresso num cruzeiro, rodeando-o.

E nas procissões não vão “espingardeiros”, nem foices e gadanhas para assim “o barulho, os morteiros e os tiros, e até o transporte de foices e gadanhas, eram essenciais para a sua eficiência - procuravam afugentar e assustar todos os males nocivos à freguesia, os das sementeiras e o da saúde,”[1]8 mas os “anjinhos” levam toda a sorte de instrumentos, de forma simbólica, e vão vestidos de santos, há andores com santos, foguetes, o santíssimo, banda de música, tamborileiros, G.N.R. a pé e a cavalo, etc.

Há, portanto, tudo - na actualidade - como havia nos séculos anteriores. E a intenção “deve” ser a mesma: exorcizar e apotropaicizar os entes maléficos”. Até a cal branca apotropaica. Temos que entender que as terras, território onde o homem viveu, e vive, é uma “dádiva “ de Deus e dos “seus santos” e por isso há que ser também generoso, reconhecido. Para “eles” se erguem capelas, onde se guardam imagens e relíquias. E aonde se levam dádivas no cumprimento de promessas, de “votos” alcançados.

No espaço sacralizado que se procura aumentar tem que, principalmente, vencer as forças do mal e demoníacas. Por tal razão se vislumbra tanta capela e tanto santo, no alto de tanto monte. Deles tinha de surgir a abundância e a fertilidade.

O bem-estar exigia a retribuição.

Daí as capelas e os santos no alto de tantos montes, que só um misto de sagrado, de protecção e segurança as faz persistir. Manto protector das aflições terrenas, e regaço dos aflitos.

 


17 Almeida, C. A. Ferreira; Território Paroquial No Entre - Douro - E - Minho. Sua Sacralização, Nova Renascença, Vol. I, Porto 1981, p. 206-211.

[1]8 Eliade, Mircea;O Sagrado e o Profano, Lisboa, s/d, p. 21.

 

 

SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 2007



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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

A história arquitectónica das casas nobres da vila de Lousada é desconhecida, tal como acontece com praticamente todas as outras edificações concelhias. Contudo podemos situá-las no século XVIII/XIX.

A rua de Santo António é a antiga Rua do Torrão, e esta deu em 1842 o nome a Lousada. Na Rua de Santo António há a Capela de Santo António (Casa onde reside o professor Diogo Fernandes). Esta capela remonta ao século XVIII. Na Rua de Stº António há algumas casas nobres: a fachada do actual restaurante Brasão remete para uma casa que, porventura foi nobre, assim como a fachada do edifício Edinor e uma outra que está em obras. Pormenor interessante, é a gárgula que se pode vislumbrar numa rua paralela à rua de Santo António, duzentos metros após o restaurante brasão. Onde funciona o Padock, é uma casa nobre com a função de café. A farmácia Ribeiro está instalada, igualmente numa residência nobre. E há, nesta rua, uma linda casa, de estilo Raul Lino, arquitecto do Estado Novo, portanto, arte nova, pertencente à casa de Stº Adrião (Silvares).

Símbolo de poder e justiça, o pelourinho de Lousada: situado na rectaguarda da Câmara de Lousada (uma edificação de linhas nobres) e na rua de Santo António.

No centro da Vila ergue-se a imponente capela do Senhor dos Aflitos, no seu estilo marcadamente clássico (linhas direitas), uma cópia perfeita da Igreja da Trindade – Porto (Vide Jornal de Lousada). De referir que este ex – libris foi edificado por vontade de alguns nobres deste concelho, do final do século XIX.

O actual edifício que alberga os serviços camarários, era casa nobre em finais do século XIX, foi tribunal, Ciclo Preparatório, Biblioteca Municipal (tendo sido seu director o senhor da Casa da Lama, coronel Soares da Lama, etc., etc.

A primeira funcionalidade do edifício da actual Biblioteca Municipal foi o de ensinar: escola. Ao lado os Bombeiros Voluntários tiveram sempre a mesma função, assim como a Assembleia Lousadense, apesar a sua cave ter sida utilizada, nos anos mais recentes, para actividades de índole cultural.

De referir que o Posto de Turismo é um artefacto que apareceu há pouco mais de duas décadas, enquanto a pensão e o café Avenida desapareceram do imaginário Lousadense.

A Câmara Municipal é um e nobre edifício, de imponentes escadarias, tendo sofrido vultuosas obras de restauro há poucos anos. Apresenta o pelourinho (outrora símbolo do poder e justiça) à rectaguarda. E a casa da justiça é um edifício do Estado Novo.

O edifício que encerra a Confeitaria Colmeia remete-nos para finais do séc. XIX. Mostra sinais de cansaço e pede obras de restauro.

O lavadouro que reunia as mulheres do centro da vila, e que se situava perto entre o Café Do Canto e a Segurança Social, desapareceu após o 25 de Abril de 1974, aquando da construção do prédio onde está a entidade estatal. O mesmo destino teve o nicho de S. Sebastião.

Em suma, se percorrermos as ruas da Vila de Lousada vamos encontrar os mais diversos contrastes entre o passado e o presente.

 

 

Adaptação: In SILVA, José Carlos Ribeiro da – Tese de Mestrado: A Casa Nobre No Concelho de Lousada, Vol II, 2007.

 

 

 

 






publicado por José Carlos Silva às 19:15 | link do post | comentar

A 26 de Maio de 1826 o Capitão António Couto de Meireles era o Juiz Ordinário de todo o Cível, Crime e Órfãos e Sisas do Couto de Meinedo.

A. D. P. - Po - 4, Secção Notarial, Livro nº141, 1ª série, 1826, fl. 124



publicado por José Carlos Silva às 19:11 | link do post | comentar

Lousada é terra de rara beleza, já que ao longo dos séculos, tem sido cantada, amada, venerada pela pena de ilustres e insignes Lousadenses. E até forasteiros se curvaram às suas belezas e lhe teceram os mais nobres e belos elogios.

Lousada encanta e deslumbra ainda mais pela suavidade, pela elegância e pelo equilíbrio com que se enquadra neste hino monumental que é todo o onírico vale de Sousa. É que Lousada é um encanto e a todos enleva e a muitos cativa e faz sonhar. Há qualquer coisa de superior, de especial, de quimérico, de diferente neste ar suave que aqui se respira, nesta terra de gente boa, que saúda o transeunte.

Nos anos cinquenta os campos eram férteis, ainda taramelavam alegremente as noras em tardes calmas de estio, mas pelos barrancos dos montes chiavam ainda os eixos fixos do carro ancestral. E do alto da capela do Senhor dos aflitos, vê-se a nossos pés, a vetusta vila de Lousada, recortada suavemente e parece viver ainda em sonho.

Há cinquenta anos era uma estância de repouso. Actualmente Lousada continua a ser terra de rara beleza, apesar dos vários “atentados” que a sua paisagem e o seu património sofrem em cada dia que passa. Mas, em 1949, “Zinid” escrevia o concelho de “Lousada é um dos mais ridentes, e que mais belezas naturais encerra, das que fazem parte do distrito chefiado pela cidade do Porto”. 1

Ampla concha rústica, que as águas do rio Sousa fertilizam, é terra recatada e muito laboriosa.

É uma terra plena de raízes culturais e históricas, implantadas no seu todo; terra riquíssima de tradições e história; de belas e imensas paisagens, terra de lindas igrejas, capelas, monumentos, etc.

E numa visão actual, Augusto Magalhães, um cronista do T.V.S., refere que é natural que “os Lousadenses não dêem conta ou se alheiem do que belo e pitoresco existe da frescura das terras de semeadura e vinhedos e numa ou noutra com casas solarengas a suscitar o apreço histórico de que se desvanece de tais relíquias. As penas e paletas de quem mais sabe poderão descrever e pintar paisagens em matizados recortes do centro do Vale de Sousa, que é por graça e nosso proveito, este concelho. Não faltarão motivos, desde da simplicidade do seu povo, do seu génio e bairrismo, do seu culto pela beleza e harmonia e paixão pelo que distrai e diverte. É que temos capelas e cruzeiros, igrejas e alminhas,..., um Pelourinho,... Resquícios de outras eras e de tempos severos. Lousada, é um concelho laborioso e festeiro,..., e a miscelânea do passado e do presente serão o ramalhete a oferecer (a quem visitar Lousada) constatando a riqueza da nossa modéstia,..., mas com vontade férrea de vingar”.2

Contudo, ainda hoje, é um concelho muito carenciado na sua quase totalidade e é olhado como um parente pobre do distrito do Porto.

Lousada é assim um misto de dor e amor, de beleza e sedução, de património secular e de uma paisagem bela e contida. Encerra em si uma alma humana que supera de longe as falhas e os atentados, fruto deste progresso desumano e atroz.

Lousada é coisa bela, terra prendada, terra de rara e infinita beleza. Lousada. – A Bela!

 

Caracterização do concelho de Lousada.

 

Vila, sede de concelho rural de 2ª ordem, pertencente à diocese e distrito do Porto. Antes da década de 80 era um concelho da 3ª ordem, fiscal de 3ª classe, julgado municipal da comarca de Penafiel, diocese e distrito do Porto que tem a sua sede na freguesia de S, Miguel de Silvares.

Em 1951, Lousada era um concelho de 2ª ordem e fiscal de 3ª classe, comarca de Felgueiras, distrito e bispado do Porto.

Em 1909 era “villa da província do Douro, séde de concelho e de comarca, distrito, relação e bispado do Porto. A freguezia é de S.Miguel de Silvares e Cristelos. Pertence à 6ª divisão militar, 11ª brigada, grande circunscripção militar do norte, e ao distrito de recrutamento e reserva nº 20, com séde em Amarante. Em 1757 Lousada (o concelho) tinha 2700 fogos”.3 E tinha em 1758, 18 freguesias e S. Miguel de Silvares era a cabeça do concelho, é que no lugar do Torrão estava a casa do Auditório onde se faziam as audiências duas vezes por semana.

Já em 1854, Lousada era sede da comarca, reunindo o território dos concelhos de Lousada, Felgueiras e Barrosas, dignidade obtida em 1840 à custa da extinção do concelho de Barrosas.

No século XVI, Lousada – concelho e terra – era vista desta forma: “Este concelho e terra de Loussada he do Conde do Vymyoso nom tem vylla nem castelo nem povoação junta nhua jaz antre o concelho de Unham e o termo do Porto e tem de termo de larguo e de comprido legoa e quarte...”.4

A terra de Lousada era de área inferior à que o actual concelho hoje ocupa. No início da Segunda metade do século XIV o julgado de Lousada pertencia à coroa, que ali tinha duas justiças.

Todas as paróquias que fazem parte do concelho de Lousada pertencem eclesiasticamente à diocese do Porto. Mas nem sempre assim foi: durante um milénio 16 delas fizeram parte do Arcebispado de Braga. Só a 4 de Setembro de 1882 foram restituídas à diocese do Porto.

O concelho tem uma área de 97,84 Km.2, distribuídos por 26 freguesias: Alvarenga, Aveleda, Barrosas (St.ª Eulália e Stº Estevão), Boim, Caíde de Rei, Casais, Cernadelo, Covas, Cristelos, Figueiras, Lodares, Lousada (St.ª Margarida, S. Miguel), Lustosa, Macieira, Meinedo, Nespereira, Nevogilde, Nogueira, Ordem, Pias, Silvares, Sousela, Torno, Vilar e Alentém e Vilar do Torno.

Em 1948 tinha 22.193 habitantes em 5110 fogos, dos quais 1336 habitantes em 283 fogos, correspondem à freguesia da sede do concelho. Dista 38Km. do Porto. Pelos censos de 1981 tinha 37.900 habitantes. Em 1989 tinha 40.000 habitantes. Em 1931 tinha 21.096habitantes, em 1991 pouco mais de 42 mil e em 2001 já se situava nos 44712 habitantes.

Na transição do litoral para o interior e no centro do vale de Sousa, vamos encontrar o concelho de Lousada. Sem fronteiras definidas por acidentes geográficos dignos de nota,... confina a norte com os concelhos de Felgueiras e Guimarães, a sul com Paredes e Penafiel, a nascente com Amarante e a poente com Paços de Ferreira. Tem 200Km.2 de superfície. É de facto e de direito, o coração do vale de Sousa por se encontrar situada no seu centro geográfico.

“O concelho corresponde, na sua quase totalidade, a uma circunscrição administrativa medieva situada na bacia do Sousa superior. Na passagem do século XI para o séc. XII menciona-se aqui uma série de acontecimentos e factos que lhe autorgam uma notável celebridade já antes da própria Fundação da Nacionalidade, com particular incidência para Meinedo, primitiva sede do bispado do Porto. Algumas das suas freguesias passavam a pertencer-lhe em virtude das reformas administrativas de 1834 e 1885, como no caso de Vilar do Torno, Alentém e Caíde de Rei, que andaram distribuídas pelos extintos concelhos de Unhão e Santa Cruz de Riba Tâmega antes de lhe serem incorporadas”.5

Há em todo o Douro Litoral sinais evidentes de primitivos núcleos de fixação do Homem pré-histórico e outros, que estão inclusivamente na origem da Fundação de Portugal (Castro de S. Domingos - Cristelos).

Partes da história de Portugal podem ler-se nos túmulos de guerreiros (Casais - Meinedo) e nos vários monumentos dispersos pelo concelho tais como o cruzeiro do séc. XVII (Pias), rico em solares e casas apalaçadas (Alentém, Cimo de Vila, Lama, Vila Verde, etc.); Várias igrejas românicas e do séc. XIII (Meinedo, Aveleda), as pontes românicas de Vilela, Espindoe da Veiga.

É um concelho de fortes raízes culturais e históricas, bem implantadas.

Lousada é também um concelho com enorme riqueza cultural e etnográfica que atinge na cultura a sua máxima expressão. Resultado de múltiplas e facetadas influências que aqui se cruzaram e de um profundo enraizamento na paisagem, na terra e também no ameno clima.

“Aqui um solar seiscentista, prepialho à fiada em junta sêca, severo e modesto como eram os de então, além, construções apalaçadas em baraque do granito enfumado e grandioso, depois, casas boas de gente abastada, com aladas variadas de diferentes épocas, ostentando a típica cozinha, tão regional, tão Lousadense, toda em pedra bem ameada como torre para defesa contra incêndios; mais adiante, o casão vitoriano, rico em varandas ou janelas sob clássico frontão e ao lado a inseparável capela,..., topam-se ainda muitos portões de brasão e pedras - meias, tudo intercalado de colmo ou telha vã...”.6 E a beleza de algumas casas é tal e estão tão bem enquadradas na paisagem que deixam praticamente de poder ser propriedade particular, de tal forma atraem quem as conheça. Lousada é terra linda e de beleza sem igual.

Por ser uma região agrícola fértil, é “cobiçada” pela ânsia de Autarcas e empresários no redimensionamento organizado dos vectores da Indústria e Comércio.

Sede da Associação de Municípios de Vale de Sousa está “envelhecido” em relação a outros concelhos limítrofes que têm sabido aproveitar as infra - estruturas emanadas das novas vias de comunicação, inexistentes para um fácil e rápido acesso.

Tem a nível nacional e Europeu, a população mais jovem e é o segundo concelho com um índice populacional mais elevado, tendo em conta o último recenseamento nacional. Tem pouco mais de 42.000 habitantes.7       

 

Etimologia.

 

Lousada deriva de lousa, radical a que o sufixo ada acrescenta a ideia de quantidade, repetição ou aglomeração do objecto significado como se observa em tantas outras palavras portuguesas: malhada, barricada,..., e em nomes de povoações: Arada = terra lavrada, etc.

“Louzada” significa pedreira ou terra onde há lousas. E efectivamente as lousas lá se vêem no sítio e imediações do citado “logarejo da freguezia” de Santa Margarida.

Há quem também se incline para o facto de o nome de Lousada derivar do facto destes lugares terem sido dados a algum dos Lousadas que vieram de Espanha tomar parte na batalha do Toro ao lado de D. Afonso V, ou porque algum deles aqui viveu.

É do conhecimento histórico que João Lousada de Ledesma, veio da Galiza com os seus irmãos e estiveram os três na referida batalha. Recebeu-se com senhorinha do Rego Borges, filha de Afonso de Mansilha, fidalgo Galego, e de sua mulher Catarina Rodrigues Borges de quem teve geração que continuou o apelido de Lousada.

As armas dos Lousadas:

Bandeira: – esquartelada de amarelo e de púrpura cordões e borlas de ouro e de púrpura. Haste e lança douradas.

Selo: – circular tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes em volta de círculos concêntricos, os dizeres: (Câmara Municipal de Lousada).

 

A Origem Histórica de Lousada.

 

 Lousada foi terra de Sousões e também dos Gascos, dos Vasques (Vecques) e dos Viegas, barões ilustres a quem muito devemos a criação, o alargamento e a afirmação da nacionalidade portuguesa.

Toda a terra do vale de Sousa, foi parte integrante das terras de Ribadouro, cujos barões, estiveram presentes em actos valorosos da batalha de S. Mamede, no dizer de Alexandre Herculano.

O julgado de Lousada era pertença da coroa e várias vezes por ela foi doada a fidalgos da primeira grandeza do Reino, o que mostra a sua importância e estima em que era tido.

Esteve intimamente ligada A Egas Moniz, cujos domínios se estendiam para lá do rio Douro, a Cinfães e a Resende; a D. Martins Gil de Sousa, conde de Barcelos; e a outros fidalgos, tais como: D. Rodrigo Forjaz; D. Martim Leitão; D. Rodrigo Pires Alto; D. Chamoua Mendes; D. Urraca Martins; D. Elvira Vasques,...

Estes fidalgos, assim como o Clero, possuíam então, grande parte das terras de Lousada e algumas vezes resolviam alargar os seus direitos em detrimento da coroa. Daí a imposição de Inquisições por parte desta, sendo mais conhecidas as afonsinas (1258) e as de D. Dinis em 1307.

A 20 de Março de 1372, D. Fernando fez conde de Barcelos, D. Afonso Teles Meneses e deu-lhe o senhorio de Lousada.

Voltou entretanto à coroa a terra de Lousada no reinado de D. João I que fez dela doação “com todas as suas rendas, direitos, foros, tributos, direituras, senhorias e pertenças, ao condestável Nuno Álvares Pereira e este deu-a à sua neta D. Isabel que por sua vez a cedeu ao irmão D. Fernando, duque de Bragança.

No reinado de D. João II, com a confiscação da casa de Bragança, o monarca doou Lousada a Fernão de Sousa, fidalgo do seu conselho.

D. Francisco de Portugal, 1º conde de Vimioso, comprou estas terras no reinado de D. Manuel I. Este mesmo rei haveria de dar foral de vila de Lousada, no dia 17 de Janeiro de 1514”.8

 

 

 

Os Miradouros Naturais de Lousada

         

 Lousada é terra prendada. Duma beleza que deslumbra e encanta ainda mais pelo equilíbrio com que se enquadra na paisagem da Região, normalmente conhecida pelo Vale do Sousa. Quem o queira comprovar, quedando-se no tempo e na paz de uma paisagem natural envolvente, pode ir ao Miradouro da Senhora da Aparecida.

Também da serra de Barrosas a vista é abrangente e deslumbrante. Estas serras de Barrosas, são hoje o que resta de um particular micro – clima, viveiro para uma vegetação única na Região, atravessada pelo rio Sousa e seus afluentes, dos quais sobressai o Mesio.

Serra e água. Caça e pescas abundantes.

Lousada é terra de belas e imensas paisagens e dos seus miradouros naturais vislumbram-se belas, melancólicas e sonolentas paisagens. Miradouros – Alto do Fogo (Sra. de Aparecida), capela do Loreto (Cristelos), capela da Sra. do Amparo (Covas), etc.

Do Alto do Fogo, o cabeço que domina a povoação (Aparecida), os olhos chegam a vislumbrar os píncaros do Gerês!

Pode dizer-se que Lousada nasceu, cresceu e conserva reais condições de beleza naturais, únicas e invejáveis que qualquer mortal anseia admirar e sentir. Os seus vales verdejantes são autênticos bacanais de verde em algumas épocas do ano, com cenários espectaculares que se usufruem e admiram em toda a sua plenitude do cimo dos seus muitos miradouros. E os seus rios Sousa e Mesio dão-nos belíssimas paletas verdejantes onde pousam os nossos olhos, dando uma impressão de frescura e claridade, e esta sensação é amplificada ainda pelos montes e jardins que enfeitam e embelezam os campos e os espaços urbanizados.

                       

          

A Vila

 

É a sede do concelho. É uma típica Vila do interior, situada num vale do rio Sousa; na zona de transição entre o Minho e a região do Douro. Está constituída pelas zonas urbanas das freguesias de Cristelos e Silvares. Está situada próximo da margem direita do Alto Sousa, na transição do litoral para o interior.

Fica 5 Km a norte da estação (apeadeiro) do caminho-de-ferro de Meinedo. “Modesta vila de 1385 habitantes, situada a uns 300 m. de altitude, no brando pendor do vale superior do rio Sousa.

É uma Vila pacatíssima e familiar, com o seu casario branco e disperso, tem, ao centro um jardinzinho sobranceiro, sobre o qual assenta a moderna igreja paroquial capela do Sr. Dos Aflitos, a igreja paroquial é em Mós. Daí se abrangem os rústicos arredores. O edifício dos Paços do concelho não podia ser mais singelo. Um pouco além está o Largo da Feira. Aí se concentram duas vezes por mês os produtos da lavoura, relativamente farta, das cercanias (as frutas, os cereais, os legumes, etc.) e a dois passos, num recanto privativo, a exposição tradicional e transaccional do gado.”9

Na década de 50 era uma Vila suavemente recortada, parecendo viver em sonho, e era também uma estância de repouso.

No dizer de Pinho Leal, a vila era muito aprazível e tinha bons edifícios e de construção moderna.

Mas era acima de tudo uma Vila encantadora a transbordar de frescura e graça, que atraía e espevitava simpatia.

É (e era) uma Vila com carácter próprio, quer como povoado do tempo áureo das naus, quer como urbe florescente dos “nossos dias”.

É nesta vila situada nas ridentes veigas do vale de Sousa que estão as majestosas, opulentas e belas casas de nobres estirpes, que aqui se fixaram ao longo dos séculos, através dos mais variados casamentos de família.

É comarca desde 1840 e desde daí tem aumentado progressivamente em melhoramentos materiais; Tem na principal artéria uma capela, onde se executam os ritos religiosos, outra maior numa extremidade, “e esta em vésperas de Ter no seu centro um bom templo, que a devoção dos fiéis dedica ao Sr. Dos Aflitos e a que serve de núcleo numa pequena ermida.”10

Actualmente, Lousada é uma Vila típica do Norte de Portugal, com o seu núcleo central anichado aos pés do templo do Sr. Dos Aflitos, este sobre uma pequena colina que lhe alarga a área de protecção, e em que, disseminadas pelo velho casario, se vão misturando novas construções, felizmente e ainda quase sempre num programa que não ofende o bom gosto porque contido e ordenado.

Um dos seus encantos é uma sábia mistura do passado e do presente. Olhe-se as paredes sólidas, as varandas rendilhadas, etc.

                       

 

Monumentos – O concelho é riquíssimo em património, património este nas suas diferentes vertentes. É rico e muito diversificado o património Lousadense – cruzeiros, alminhas, igrejas, fontanários, portões em ferro forjado que fecham o caminho para os solares do séc. XVII – XVIII, etc., e capelas, um pelourinho, assim como exemplares dignos e incluídos na rota do românico. É pródigo em solares e casas apalaçadas, quase todas as suas freguesias têm um/a ou mais que um/a. Tem sobre o rio Sousa, em três pontos distintos, três pontes românicas: Veiga, Vilela e Espindo.

O pelourinho é um monumento Nacional.11 Era o símbolo da autoridade organizada e com poderes para aplicar parte das justiças.

O pelourinho de Lousada é uma veneranda e vetusta coluna erguida e aprumada num tabuleiro relvado, nas traseiras dos Paços do concelho. É um torcicolado símbolo arquitectónico. Conta e representa a secular história do concelho, da força vital do seu povo, da sua vigorosa autonomia. Também é um símbolo, de magna jurisdição, bem cobiçado na idade média por donatários, bispos, mosteiros e cidades.

 

O Pelourinho de Lousada.

 

Trata-se de uma bela e preciosa relíquia histórica e que muitas vilas destruíram e actualmente gostariam de certeza absoluta possuir.

Lousada possui um e por ele tem orgulho.

Da plataforma sai uma coluna salamonica de granito de forte enrolamento, bem vincado, os torsos assentes: o desbaste menos regular deu à coluna a forma gal (na) da, o fuste vai terminar o torcido num remate cilíndrico do capitel simples. Em cima assenta o remate (tronco piramidal), de secção quadrada, invertido com uma das molduras trabalhadas. Nos centros da face superior vêem-se as calhas dos ferros, que suportaram as correntes das argolas.

- Igrejas românicas – séc. XII – Aveleda e séc. XIII – Meinedo.12

- Foral – Lousada teve-o a 17 de Janeiro de 1514, pela mão do rei D. Manuel, já que aproximava-se a hora de Lousada deixar de Ter senhores e alcançar a sua carta de alforria. Essa hora chega ainda no reinado de D. Manuel que lhe deu foral no ano de 1514.

           

Curiosidades de Lousada – Em 1991, como em todos os anteriores anos, as Festas Grandes e os seus preparativos, apaixonaram muitos Lousadenses. Foi sempre assim, ainda hoje é assim. Desde de 1892 – data da construção da capela do Sr. Dos Aflitos – que é tradicional que estas “Festas Grandes” aconteçam anualmente.

Mas se as Festas e Romarias são expoentes máximos do concelho de Lousada, a gastronomia é também ponto alto. Assim, são muitos os pratos típicos (basulaque, o arroz do forno e o cabrito assado, o cozido à portuguesa) confeccionados, quer nos lares Lousadenses, quer nos inúmeros restaurantes de Lousada.

Para “adoçar o bico”, Lousada tem para oferecer bolinhos de amor, Pão-de-ló, etc. E pode-se ainda deliciar com um delicioso melão de “casca de carvalho”.

Belos miradouros tem Lousada e de onde se podem avistar as imensas e bucólicas paisagens do vale do Mesio e do Sousa. O Alto do Fogo (Aparecida), a capela do Loreto (Cristelos), a capela do Sr. Dos Aflitos (Silvares), a capela da Sra. do Amparo (Covas), são locais eleitos para vislumbrar as belezas desta terra linda e prendada.

É bom saber que os Condes de Barcelos - senhores de Lousada - tiveram solar na terra de Lousada. E que a palavra Lousada já se escreveu “Louzada”, assim como o Pelourinho já se ergueu à frente da Câmara de Lousada e hoje se encontra na sua rectaguarda. Também é verdade que o seu Feriado Municipal, oficialmente, tem data marcada para 13 de Maio, mas que oficiosamente acontece na Segunda-feira das Festas Grandes do concelho, que se realizam no último fim-de-semana do mês de Julho.

É um povo de profunda religiosidade que se manifesta em múltiplas romarias, nomeadamente a do Sr. Dos Aflitos.

E terminaria estas curiosidades em festa. É que hoje, como ontem, “ao dealbar rutilante deste vigésimo quarto dia, do mês de Julho de 1948 – faiscarem por detrás das cumieiras agudas do Marão, os primeiros laivos argenteos deste sol creador, que há-de sazonar as searas e transformar em pão o “humus” sagrado dêste rincão bendito de Entre - Douro - Minho e Lousada, esta linda Lousada, terra nossa, que nos viu nascer - está em Festa.”13

É assim Lousada. Terra de múltiplos encantos, terra linda, amada e prendada. Terra de rara beleza.

Terra prendada e a merecer futuro. Tudo a implicar continuidade, mesmo no capítulo das crenças, das superstições. Continuidade que também se requer para os usos e costumes, trajos e artes tradicionais.

Lousada é pois um concelho de grande riqueza cultural e etnográfica que atinge na cultura a sua maior pujança. Resultante das múltiplas influências que nesta região se interpenetram, se cruzaram e fruto de um profundo apego e enraizamento na paisagem, no clima e nos trabalhos agrícolas na generalidade.

Lousada é terra linda e de rara beleza. Lousada – A Bela!

 

Lousada, 1999 

 11 –  Dec – Lei, 16 de Junho de 1910 (Lousada – A Vila e o Concelho, Lousada. Ed. Câmara de Lousada. 1993. p. 19.

12 – Dec. 95/97, 12 de Setembro de 1978, e Dec. – Lei – 20 de Março de 1945 Lousada – a vila e o concelho. Lousada. Ed. Câmara de Lousada. 1993. p. 212 e 26).

13 – Jornal de Lousada. Lousada. 24 de Julho de 1984. nº 2653. p.1.



1 Zinid, Jornal de Lousada, Lousada, 5 de Abril, 1949, n.º 2685, p, 1.

2 Magalhães, Augusto; Revista de Lousada n.º 2, supl. Do T.V.S., 5 de Maio de 1991, p. 7.

3 Pinho, Leal; Portugal, Antigo e Moderno, 1909, p. 558-559.

4 Magalhães, F. Victor; O Concelho de Lousada no Numeramento de 1527, Jornal de Lousada; 4 de Setembro de 1992, p. 5.

 

 

5 Azevedo, José Correia de; Portugal Monumental, Inventário Ilustrado, p. 10; Ed Nova Gesta.

6 Lousada - Terra prendada, Ed. Anégia, Lousada, 1993 p. 9-10.

7 Censos de 1991 – I.N.E.

8 Dionísio, Sant’ Ana, Guia de Portugal, 1964, Vol. IV, p. 621 e Leal, Pinho; Portugal, Antigo e Moderno; 1909, p. 558-559.


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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

O sr. ministro das obras publicas, Cardoso Avelino, tem visitado com frequencia, as officinas dos caminhos de ferro do Minho e Douro, os tuneis e todos os trabalhos para a construção da ponte sobre o Douro.

A sua estada no Porto tem sido muito festejada.

Hontem chegou s. excª a Chaide, examinou o tunel da tapada e seguiu para cima, a observar todas as mais obras da linha.

(Transcrição feita à época)

Comércio de Penafiel, 24 de Junho de 1878, nº 19, p.3



publicado por José Carlos Silva às 22:16 | link do post | comentar

Domingo, 25 de Abril de 2010

Há muito, muito tempo havia no Alto da Rainha dois territórios: o de S. Bartolomeu e o dos Mouros; neste último morava uma princesa moura chamada Zaira.

Certo dia andava Zaira a passear pelas courelas das redondezas, quando avistou Bartolomeu a beber água na fonte de uma presa. A princesa ficou encantada com o belo cavaleiro, pois ele tinha, a seu lado, um exemplar raro do cavalo Lusitano.

Todos os dias - à mesma hora - Zaira passeava pelos campos à espera de encontrar o seu belo cavaleiro.

Bartolomeu galopava no seu cavalo quando avistou uma bela mulher de tez morena e de olhos castanhos. Ficou encantado com a sua beleza e resolveu ir ter com ela, convidando-a para irem passear no seu cavalo.

A partir desse dia Zaira e Bartolomeu encontravam-se na presa para beber, pois esta era uma das desculpas de Zaira para poder sair dos seus domínios (Penedo da Moura). Houve um dia que Bartolomeu não apareceu à hora combinada e Zaira ficou muito preocupada, mas quando apareceu com uma estátua para lhe oferecer, sossegou. Bartolomeu viu Zaira a chorar e sentiu que estavam muito apaixonados, declarando amor eterno à sua princesa.

A partir desse dia combinaram encontrar-se à noite, para ninguém descobrir o seu amor, pois sabiam que era um romance proibido.

 

Amor proibido

 

Certa noite quando Zaira se preparava para ir ter com o seu apaixonado, o seu pai ouviu algo estranho e resolveu segui-la, qual não foi a sua surpresa quando viu que a sua filha se encontrava com um cristão! Ficou muito zangado, agarrou-a e arrastou-a pelos seus longos cabelos pretos. Bartolomeu agarrou na sua espada e decidiu lutar com o pai de Zaira para defender a sua amada, só que não conseguiu, pois, no entretanto, chegaram mais Mouros para defenderem o seu rei.

Perante tal situação Bartolomeu montou no seu cavalo e foi para os seus domínios à procura de ajuda, para poder resgatar a princesa. No dia seguinte os cristãos estavam preparados para enfrentar os Mouros, e assim poderem ajudar o seu fidalgo. Antes de os enfrentar, Bartolomeu tentou entrar nos seus domínios através de um mapa que Zaira lhe tinha facultado anteriormente - para lá se encontrarem clandestinamente -, mas o cavaleiro não conseguiu dar com o quarto da princesa, pois os corredores eram imensos, regressou, pois, para junto dos seus guerreiros e atacaram os Mouros, só que mais uma vez não conseguiu atingir os seus objectivos: os Mouros eram em maior número.

 

Amor Encantado

 

Bartolomeu ficou muito triste e refugiou-se num pequeno templo existente na vizinhança dos domínios dos Mouros, enquanto Zaira foi castigada pelo seu pai, ficando vários meses encarcerada. Esta chorava incessantemente pelo seu amor, o que deixava o seu pai muito enfurecido. Este pediu ajuda aos feiticeiros da sua tribo para a tentarem libertar de tal amor proibido, pois Zaira estava prometida em casamento a um príncipe Mouro.

Os feiticeiros reuniram-se para tentarem arranjar uma solução para tão grave problema. Depois de muito pensarem e estudarem a situação da princesa, não conseguiram chegar a nenhuma solução e como tal chamaram o seu rei para lhe comunicarem a situação. O rei, depois de os ouvir, ficou de tal maneira zangado pela desobediência da sua filha, que ele próprio encontrou a solução, Zaira seria transformada em penedo. Penedo esse que ainda hoje é conhecido e visto como Penedo da Moura.

 

Amor Platónico

 

Ao saber de tal decisão Bartolomeu sofreu um grande desgosto de amor e foi para o templo, onde esteve vários dias a meditar, alimentando-se somente de pão, sardinhas e água, passando os dias e as noites de olhos fixos no Penedo da Moura a lembrar-se da sua bela Zaira.

Os Mouros apercebendo-se que Bartolomeu estava próximo de Zaira, decidiram invadir o templo. Bartolomeu face a tal situação e não tendo como ripostar só lhe restou montar no seu cavalo e fugir, olhando pela última vez para a sua amada. Mas algo aconteceu, quando os Mouros se aproximaram do templo a terra começou a tremer e uma grande fenda se abriu, engolindo o templo.

No seu lugar ficou um penedo, conhecido como o Penedo Santo.

 

Amor Fatal

 

Bartolomeu fugiu por essas terras fora e encontrou um penedo. Nesse dia havia uma grande tempestade, o céu estava cinzento e subitamente um raio de sol iluminou tudo ao seu redor. O cavaleiro viu em tudo isto, um sinal, dando-lhe o nome de Penedo do Sol.

Negros eram os dias para Bartolomeu sabendo que a sua amada estava encantada, daí dedicar-se a esculpir uma mensagem na face das pedras do Penedo do Sol, mensagem que profetizava a libertação da sua amada.

Mas um dia ao pôr-do-sol, Bartolomeu encontrou o pai de Zaira, os dois combateram novamente, mas desta vez num duelo mortal. O Rei Mouro morreu e Bartolomeu ferido mortalmente, montou o seu fiel cavalo e galopou por caminhos e vales. Numa vereda, falho de forças, o cavalo colocou as suas patas dianteiras no muro do Casal de Rio de Moinhos.

Bartolomeu olhou e céu e nesse instante viu Zaira, sua amada, e tombou no chão deixando a marca da sua espada.

 

«A História Dentro da História» - (Centro Escolar de Figueiras)



publicado por José Carlos Silva às 20:20 | link do post | comentar

Sábado, 24 de Abril de 2010

Lousada! Que lindo nome!

nome cheio de poesia,

cheio de encantos, de aroma,

de candura e harmonia!

Mais alvo que a própria neve,

mais brando que a aragem leve

mais claro que a luz do dia!

 

Junto das fadas mais belas

vindas para te fadar

na amplidão do céu azul

te mandou Deus fabricar,

debaixo de sete estrelas,

com beijinhos de donzelas

numa noite de luar.

 

Jorial

16/VII/[19]34

Jornal de Louzada, 29 de Setembro de 1934m p. 1, nº 1985

 



publicado por José Carlos Silva às 20:17 | link do post | comentar

 

«Da primitiva igreja nada se sabe; da actual sabe-se que foi construída nos fins do séc. XVII ou princípios do XVIII.

A sua imagem do Coração de Jesus é a mais antiga de todas que há pelas freguesias vizinhas. Foi lá colocada solenemente em 1873 ou 1874, sendo por essa ocasião pintados e dourados todos os altares.

(…) É um templo simples mas muito elegante e bem conservado, continuador (sem se garantir que seja em “linha recta”) de um outro já citado no ano de 1059, como Igreja de Santa Marina. O actual edifício será dos fins do séc. XVII. (…), viveu longo tempo sem campanário ou torre sineira. Está a igreja paroquial assente no alto de uma aprazível colina, donde “domina o vale que vem desde as alturas de Penafiel fechar nesta curva da montanha.” (M. Pitoresco, II, 358).

MOURA, Augusto Soares de – Lousada Antiga, Edição de Autor, p. 28 e 31, 2009

 



publicado por José Carlos Silva às 19:39 | link do post | comentar

Nos finais do século XVI, a Quinta de Vila Verde pertencia a Martim Gonçalves de Sousa, e em 1636 sucedeu-lhe o seu filho António da Cruz e Sousa. D. Maria Barbosa e Sousa, casou com Simeão Pinto de Mesquita, que foi Capitão-Mor, Fidalgo da Casa Real e Capitão de Cavalos na Guerra da Independência, comandante de uma unidade de cavalaria de Trás-os-Montes na batalha de Montes Claros; seu filho, António Pinto Mesquita foi Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Capitão de Auxiliares, que por sua vez casou a 20/4/1662, com D. Ângela de Seixas Pinheiro, senhora do Paço de Carvalhosa.386

      Em 1697 o Dr. Bernardo Pinto de Mesquita Barbosa foi baptizado em Caíde de Rei; mais tarde Bacharel pela Universidade de Coimbra e Capitão de Auxiliares do Terço do Porto, foi proprietário das casas do Paço da Carvalhosa. O seu filho Bernardo de Mesquita Pinto de Sousa de Magalhães Coelho, sucedeu-lhe na titularidade do Paço da Carvalhosa; nasceu a 16/11/1742, em Caíde e foi Capitão de Auxiliares. Fez grandes obras nesta casa, mandou construir a capela, e todo o corpo principal da casa.387 Em 1776 nasceu nesta casa Frei António de Mesquita, que viria a ser monge de S. Bernardo, Abade de Cister e Procurador-Geral da sua Ordem, primeiro em Lisboa e depois no Porto até 1834.388 O Capitão de Granadeiros no regimento de Milícias de Basto e Cadete de cavalaria em Chaves, Francisco de Sousa Pinto Mesquita e Magalhães, nasceu em 1770 e faleceu corria o ano de 1842; foi senhor desta e da casa de Diagares (Baião).389 Sucedeu-lhe o Dr. Simeão Pinto de Mesquita Carvalho de Magalhães, que nasceu em 1816 e faleceu em 1882; bacharel, formado em direito, foi Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Presidente da Câmara Municipal de Baião e senhor das casas Diagares, Paço de Carvalhosa e da Chieira que vendeu a seu primo e co-irmão António Pinto de Mesquita para comprar a quinta de Vale de Cunha, em Ancede (Baião).390

________________________________

385 - I. A. N. /T. T. Diccionario Geográfico.1758, vol. 8, fl. 208.

386 - AZEREDO, Francisco de - o. c., p. 85. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 53. SILVA, António Lambert Pereira da - Nobres Casas de Portugal. Porto: Livraria Tavares Martins, [s/d], vol. II, 1986, p. 377; NÓBREGA, Artur Vaz-Osório - A Heráldica De Família No Concelho De Lousada Aditamento a “Pedras de Armas do Concelho de Lousada” (1959). Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 1999, p. 137.

O Dr. António Pinto de Mesquita Carvalho de Magalhães, que nasceu em 1860, foi senhor da casa de Vila Verde por compra que fez a seu irmão Alexandre Pinto de Mesquita Carvalho de Magalhães, bacharel pela Universidade de Coimbra, advogado, Procurador à Junta Geral do Distrito do Porto, Vereador da Câmara do Porto e Governador Civil do Porto, e senhor da casa de Diagares.391 Seguiu-se-lhe o Dr. Simeão Pinto de Mesquita Carvalho de Magalhães, nascido em 1889, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, do Partido Regenerador, advogado e deputado da Nação; foi vereador da Câmara Municipal do Porto e presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados deste distrito.392 Uma das figuras mais importantes do concelho de Lousada, e que pertenceu a esta casa, foi o general Luís Pinto de Mesquita Carvalho, falecido em 1913. Formou-se em matemática pela universidade de Coimbra, e foi um estratego militar, tendo em Abril de 1851 acompanhado o marechal Saldanha na revolta militar desse ano. Era um liberal. 393

Tipologicamente é uma casa quadrangular com capela destacada, que, da primitiva edificação quinhentista, aumentada em épocas posteriores, mantém a ala esquerda da residência, todo o lado Sul do alçado posterior e umas gárgulas.394A fachada principal, virada a Oeste, está dividida em três corpos. No corpo à esquerda, no rés-do-chão, há duas aberturas molduradas e gradeadas; no corpo central, setecentista,395 duas portadas com lintel curvilíneo, duas janelas de verga, e uma escadaria de dois lanços opostos, com balaústres.

________________________________

 

387 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 273. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha - o. c., p.55.

388 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 273. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha - o. c., p.55.

389 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c. 274. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - o. c., p.56; NÓBREGA, Artur Vaz- Osório - o. c., p. 106.

390 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c. 274. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 106.

391 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c. 274. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 56; NÓBREGA, Artur Vaz- Osório - o. c., p. 106.

392 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p.  275 - 276. Cf. FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e -  o. c., p. 58; NÓBREGA, Artur Vaz - Osório - o. c., p. 118.

 

 

 

 

 

O terceiro corpo, à direita, no torreão396 de três pisos,397 duas janelas de verga ladeiam uma portada. O corpo à esquerda, do andar nobre, mostra duas janelas de peitoril, e no corpo principal, ao centro, existe uma portada com lintel curvilíneo, ladeada por quatro janelas de verga; à face do beiral, há uma pequena mansarda com uma janela de peitoril em forma de trifólio. No corpo da direita, vê-se uma arcada tripla que abre para uma varanda recuada e larga, e o segundo andar, do torreão, apresenta duas janelas de verga.

No rés-do-chão, da fachada Sul, duas janelas de peitoril flanqueiam uma portada; no primeiro andar, no torreão, abre-se um arco de volta perfeita, e à direita, três janelas de verga. E o segundo andar é rasgado por duas janelas de verga.

A fachada Norte, possui, no rés-do-chão, uma portada, e no primeiro andar duas janelas de peitoril. O rés-do-chão, da fachada Este, evidencia uma janela de peitoril curvilíneo e uma portada moldurada, e no pano principal, no primeiro andar, duas janelas de peitoril, e duas portadas molduradas, enquanto o primeiro andar, à direita, conta com cinco janelas de sacada, encontrando-se três delas numa só sacada, e duas janelas de peitoril, à esquerda. No torreão, no rés-do-chão, há duas janelas de verga, vendo-se no primeiro andar, duas janelas de sacada sobrepujando cachorrada, e no segundo andar, duas janelas de verga.

A capela foi edificada na parte nascente do terreiro, defronte da casa, e uma escadaria leva-nos ao seu arco sineiro. Ao centro da fachada principal, ressalta um portal arquitravado com cornija e painel, ladeado por dois óculos moldurados, em forma de losango, encimado pela pedra de armas dos “Fonseca, Carvalho, Pinto e Monteiro,398  que por sua vez é ladeada por dois óculos moldurados. O frontão é triangular e sobrepuja-o uma cruz trilobada, que coroa uma base octogonal; as pilastras são coroadas por urnas fechadas. A fachada Oeste apresenta uma única abertura com lintel curvilíneo, enquanto que a única fachada rusticada se situa a Norte. Na fachada Este, interior do terreiro fronteiro à casa, deparamos com uma pequena sacristia, que apresenta umas escadas de um só lanço, com uma pia baptismal, do seu lado esquerdo, com portal moldurado e lintel curvilíneo, flanqueado por dois óculos moldurados. As pilastras são sobrelevadas por urnas fechadas. E a fachada Sul tem duas aberturas molduradas e gradeadas. No pano da fachada Este, vê-se uma portada e uma abertura com lintel curvilíneo.   

                                                                                                                        

________________________________

393 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 275. Cf. Deixou várias obras de referências: “A verdadeira situação militar de Portugal”, 1876; “O dolmem de Barroza”, 1898; “Estudos e Tácticas”, 1870, em dois volumes, entre outra vasta bibliografia. Cf. Lousada. Colectânea de Autores Locais. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada, vol. I, 2002, p. 89.

394 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 271.

395 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 271.

396- SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 271.

397 - Este torreão, um acrescento dos primeiros anos do século XX, é da autoria do arquitecto Manuel Castelo Branco, segundo os senhores desta casa. Cf. SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 271

398 - SILVA, António Lambert Pereira da - o. c., p. 271.Cf.  NÓBREGA, Artur Vaz- Osório - o. c., p. 106.

 

SILVA, José Carlos Ribeiro da Silva - A Casa Nobre No Concelho de Lousada, FLUP, 2007



publicado por José Carlos Silva às 17:59 | link do post | comentar

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