Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

5 – Casais

 

5. 1 – Localização – A freguesia de São Paio de Casais “Hé cituada na Provincia do Minho na comarca de Penafiel, Bispado do Porto, e hé de seu termo. Hé de El Rey, e não tem donatario particular. Tem 103 vezinhos e 366 pessoas.Está cituada no Valle chamado Ribeira de Sáo Christóvão, o qual tem seu prencipio no declive fundo do monte e serrania do Barrozal onde está huma Capella do dito Santo, e he freguesia de Souzella, e finaliza nade Paço de Souza, com extensão de duas legoas. Consta de moradias vezinhas, com separaçáo, que devidem os predios de cada morador. 34

 

 

 

 

30 – Idem, Ibidem, fl.204

31 – CRAESBEECK, Francisco Xavier Da Serra – Memórias Ressuscitadas Da Província De Entre Douro, E Minho. No Ano de 1726. Edições Carvalhos De Basto, Lda. Ponte De Lima., Vol. II, 1992, p. 161.

32 – I. A. N. /T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 8, fl. 205.

33 – Idem.

34 – Idem, Ibidem, Vol. 10, fl. 1587.

 

5. 2. - Fogos – Tem “103 vezinhos. Consta de moradias vezinhas, com separaçáo, que devidem os predios de cada morador.”35

 

5. 3. - Residência Paroquial e Igreja – Está a “Rezidencia parochial, e a igreja, e paçal della em meyo da freguezia, cujas moradias chamadas aldeyas são Courella, Horta, Recanto, Paço, Sarradelo, Bayrro, Cazaes, Villanova, hé orago desta fregusia Sáo Payo Martir, e está sua immagem collocada no altar da capella mor, e tem esta igreja dous altares collaterais, húm do Santo Nome com sua immagem, e outro da Senhora da Conçolação com sua immagem, e he previligiado com bulla. Tem tres hermidas chamadas capellas, a saber huma do Calvario com immagem de Christo, pouco distante da igreja, outra perto da mesma, e hé de Santo António, com immagem sua, outra da Piedade com immagem da Senhora cituada na aldeya de Sarradello e todas eretas pela devoçáo e zello dos freguezes, que as vezitáo conforme o seu fervorozo acatamento, e nellas ouvem missa. Fazem os freguezes festa a Santo Antonio na dita cappella com missa cantada, e sermáo no mes de Junho, e a Senhora da Piedade no dia octavo da Paschoa, náo por obrigaçáo, mas sim por devoção.”36

 

 

5. 4. - Capela de Santa Águeda (Souzela)Ao falar do rio Mesio que atravessa a freguesia de Casais, o Reverendo Manuel de Azevedo Freire faz referência à capela de Santa Águeda – “Com movimento vagarozo corre pelo meyo desta freguezia de Norte a Sul o rio chamado Mezio, que tem seu nascimento no fundo da Serra de Barrozas, no distrito da freguesia de Souzella, que hé do Arcebispado de Braga. Nasce do centro e fundo da dita serra, lemitado Ribeiro, e no mesmo cítio semetem nelle tres fontes perenes que a constittuhem regato corrente, em todo o anno, e se chamáo as tres fontes, e seu prencipio por se desentranharem no alicerce de huma hermida de Santa Agueda, aonde se faz romaria populoza anualmente em 5 de Fevereyro.

 

 

 

35 - Idem.

36 -LEAL, Augusto Soares d’ Azevedo Barbosa de Pinho. – Portugal Antigo e Moderno – Diccionario Geographico, Estatístico, Chorográfico, Heráldico, Archeologico, Histórico, Biographico e Etymologico De Todas As Cidades, Villas E Freguezias de Portugal e de Grande Numero de Aldeias. Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão. Lisboa, 1874, Volume Segundo, p. 141.

 

Reforçasse sua corrente ahúm coarto de legoa na freguesia de S. Joáo de Covas, com outro regato igual, rezumido de nativas da tal freguesia, e da de Figueyras, chamado aly Rio de Muinhos, e junto daly athé onde entra no Rio Souza, sevay augmentando por onde passa com mananciais lemitados, que o constituhen rio piqueno, mas muyto aprazivel em seu curso, que em qualquer parte se atravessa de cavallo, mas náo de pé, sem molhar ambos os giolhos, em largura de 40 athe 50 palmos.”37

 

5. 5. - Açudes e pontes – O rio Mesio em toda a sua “extençáo tem asudes emque se repreza aagoa para muinhos, e para regar. Tem tres pontes de cantaria, huma na freguesia de Novogilde, outra na de Beyre, outra na de Bittarais, e 9 de padieyras e traves de pao, e de pedra, em toda a sua extençáo distando huma de outra pouco mais de húm tiro de mosquete, para uzo da cultura, e da comunicação. Tem somente muinhos de milho.”38

 

 

6 - Cernadelo

 

6. 1. – Localização Segundo o Reverendo João Teixeira Ozorio, a freguesia de Cernadelo apresentava em 1758 esta estrutura arquitectónica: - “ Senhor Doutor Provizor da Corte e Cidade de Braga sahi desta caza da residencia, que está junto a igreja e logo em distancia de trinta passos esta hum altinho donde se descobre terra larga e ali fiz meus entendimentos como devia principio aesta obra, e seu saber o que faria, botei os olhos ao ceo, vi Altura, que não pude compreender; botei os olhos ao chão, não vi palmo de terra; porque me vi em hum labirinto sem ver por onde ia. Somente vi que estava na província de entre Douro, e Minho, Arcebispado de Braga, Comarca de Barcellos, freguezia de Sam Thiago de Cernedello, terra e jurisdição da Real Caza digo da Serenissa RiallCaza do Estado de Bragança. Concelho de Louzada. Está esta freyguezia situada em hum valle de hum monte chamado monte de Santo Jebres, corrupto vocabulo, porque antigamente dizerem estivera huma cappella de Santo Euzebio no alto do dito monte; e assim os disretos, lhe chamao o monte de Santo Euzebio.Vem esta freyguezia cahindo do monte para aparte do Sul, daqui se desobre olhando para entre Sul-poente a Villa da Rifana de Souza, e o Convento de Bostello dos frades Bentos, que fica na mesma direytura olhando para a Rifana; daqui para a Rifana fazem legoa e meya, eao ditto convento huma legoa. E olhando para entre poente, e norte Se está vendo o monte do Calbello empouca distancia menos decoatro de legoa, porque daqui athe lá he tudo Ribeyra. Tem este monteda cappella do Bom Jesus. Caminhando para a Rifana de Souza que he para Sul huma legoa decomprido. Daqui se descobre tambem o monte de Pombeyro, envolta della a cappella de Santa Quiteria, e dali para quá principião huns ribeyrinhos agoeiros dondesevay compondo e principiando o Rio Souza. A freiguezia he termo de Louzada e tem alguas cazas quesão do termo de Unhao ou Concelho.”39

 

6. 2. - Fogos – Tem esta “freguezia oitenta e oito fogos cazados carenta e hum, vizinhos vinte e um, solteiros vinte e seis absentes trinta e ceis, pessoas de salvamento cento enoventa e nove, menores trinta e oito. Os lugares desta freiguezia são primeiro: palhais – tem tres vezinhos, segundo – Ribeiro – tem ceis vezinhos; terceiro a Caza de Sima somente. Coarto o lugar da Carreira tem onze vezinhos. Quinto a Caza de Subribas somente, sexto o lugar das Agras huma Caza, somente. Setimo lugar da Bouca Negra huma caza somente; Oitavo lugar do Moinho Novo huma caza somente. Nono lugar da Sarria-ceis vezinhos; Decimo lugar das Carvalheiras huma Caza somente. Undecimo lugar de Tresballo – tem dous vezinhos; duodecimo lugar de Sima de villa tem oito vezinhos; decimo tertio lugar de Barroco tem dous vezinhos. Decimo quarto lugar de Regadas tem ceis vezinhos; decimo quinto olugar do Paço huma Caza somente; decimo sexto olugar de Figueiredo tem tres vezinhos; decimo septimo olugar do barreiro tem huma caza somente. Decimo oitava olugar do Tujal tem ceis vezinhos; decimo nono o lugar do Cazal tem huma caza somente; vigezimo o lugar do outeiro tem hua Caza somente; vigezimo o lugar do monte tem tres vezinhos; vinte e dous o lugar de Sam Pedro tem dous vezinhos ceposto que os fogos sejão mais. He porque há muitas mulheres solteiras, que estão em huma caza com repartimento no meyo, e fogueando aparte. A parochia desta freiguezia esta sita no lugar chamado da igreja tem dous vezinhos e a caza da residencia tres.”40

 

 

 

 

 

37 – I. A. N. /T. T. – Dicionário Geográfico, 1758.  Vol.8. fl. 1588.

38 – Idem.

39 – I. A. N./T.T. – Dicionário Geográfico. Vol. 10, fl. 1875.

40 – Idem.

 



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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

 

4. 1. - Localização – Fica esta terra «na Provincia de Entre Douro e Minho, do Arcebispado de Braga Primas, pertence a Comarca de Guimaraes e e a freguezia de Sam Pedro de Cahide de Rey, Concelho de Sta. Cruz de Ribatamega. Nam he terra de El Rey, mas sim he o senhor della o Conde Meyrinho Mor do Reyno aquem reconhecem alguns lavradores com foros e pensões; alem desse senhor he terra imprazada, a quem, digo, a differentes senhorios aquem pagam rendas, como he ao Convento de Mancellos dos Padres Dominicos e ao Convento de Travanca dos padres bentos. Esta freguezia esta situada no meyo de huma ribeyra, confina pella parte do Sul, e Nascente com hum monte, e estrada que vem da Villa de Arriffana do Souza, para o lugar da Lixa, e pela parte do Poente, e Norte com a freguezia de Meynedo do Bispado do Porto e com a freguezia de alentem Arcebispado de Braga e della se descobre hum valle que chega a freguesia de Mouris que tem em si duas legoas de comprido. E no alto do Monte pela parte do Nascente e Sul, parte com a com a freguezia de Sam Payo de Oliveyra deste Arcebispado, por Norte corre huma grande estrada que vem da Villa deSouza para o lugar da Lixa tem esta estrada coatro legoas de comprido e he aprazivel por ir avista do povo de hum parte, e do outra. Neste monte se criam levres, perdins e alguns coelhos. Nam tem termo seu, pertence ao concelho de Santa Cruz de Sima Tamega. Esta Parochia situada no meyo da freguesia entrelugares que sam os seguintes ’’Lugar de Barreyros’’, Pereyras, Sobreyra, Lage, Lama grande, Villaverde, Mouro, Cahide, Ortozello, Almeyda da quem, Almeyda da Lem,”28

 

4. 2. - Fogos.São Pedro de Caíde de Rei tinha em 1758 “duzentos, e doze vezinhos, pessoas mayores, e menores sete centos e des.”29

 

 

 

 

 

 

24 – COSTA, P. Antonio Carvalho Da – Corografia Portugueza e descripçam Topografia Do Famoso Reyno De Portugal, com as Noticias Das Fundações das Cidades, Villas, & Lugares, que contem, Varões illustres, …Typograpfia de Domingos Gonçalves Gouvea, Braga, Segunda Edição. 1868, p. 338.

25 – I. A. N./ T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 7, fl. 955 a 956.

26 – Idem, fl. 956 a 957.

27 – Idem, Ibidem, 957 a 958.

28 – I. A. N./ T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol.8, fl. 203.

29 – Idem.

 

4.2. – Igreja – “He o orago desta freguezia Sam Pedro de Cahide de Rey. Tem a igreja tres altares, altar mor do Santissimo Sacramento, O altar de Nossa Senhora do Rozario, o de Santo Antonio”. 30

“A cappella-mór está para se dourar e já está dourado o arco e os dous altares collactaraes, que o da parte do evangelho he de Nossa Senhora do Rozario e o da epistola he de Santo Antonio.”31

 

4.3. - Capelas de S. Brás, Santo António e S. Miguel – A freguesia de Caíde tem “tres ermidas a saber, Sam Bras cituada no lugar do Mouro que fabrica a freguezia, Santo Antonio, no lugar da Quintam que pertence a Antonio Agostinho Villas Boas de Abreu e Sam Miguel das donas na Quinta da Ceara que fabrica Luis Manoel Coelho de Calvos. Nenhuma destas tem imagem.”32

 

4.4 - Memória do Terramoto de 1755 – Esta freguesia “Nam padeceo ruína na occasiam do terramoto de 1755”. 33

 

 

5 – Casais

 

5. 1 – Localização – A freguesia de São Paio de Casais “Hé cituada na Provincia do Minho na comarca de Penafiel, Bispado do Porto, e hé de seu termo. Hé de El Rey, e não tem donatario particular. Tem 103 vezinhos e 366 pessoas.Está cituada no Valle chamado Ribeira de Sáo Christóvão, o qual tem seu prencipio no declive fundo do monte e serrania do Barrozal onde está huma Capella do dito Santo, e he freguesia de Souzella, e finaliza nade Paço de Souza, com extensão de duas legoas. Consta de moradias vezinhas, com separaçáo, que devidem os predios de cada morador. 34

 

 

 

 

30 – Idem, Ibidem, fl.204

31 – CRAESBEECK, Francisco Xavier Da Serra – Memórias Ressuscitadas Da Província De Entre Douro, E Minho. No Ano de 1726. Edições Carvalhos De Basto, Lda. Ponte De Lima., Vol. II, 1992, p. 161.

32 – I. A. N. /T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 8, fl. 205.

33 – Idem.

34 – Idem, Ibidem, Vol. 10, fl. 1587.



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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Algumas notas de interesse sobre a capela de St.º Ovídio.

O povo chama-lhe capela de St.º Ovídio, e a sua invocação, o seu orago é St.º Ovídio. É que na capela de St.º Ovídio, no lugar de Mourinho, está no seu altar a imagem do St.º Ovídio, o santo venerado pelos habitantes de Aveleda e que tem romaria em sua honra em 9 de Agosto. Esta não é a original, a primitiva capela.

            Mas houve mesmo uma capela em honra de St.º Ovídio, pertença da casa de Barrimau ou de St.º Ovídio e que por tricas políticas, aquando e depois da Implantação da República, acabou por ser demolida, e esta desde a década de vinte se passou a denominar capela de St.º Ovídio pelo povo de Aveleda e por todos os romeiros que demandam a Aveleda todos os anos, e em Agosto, no seu dia nove.

            Mas a capela de St.º Ovídio tem peripécias dignas de serem referidas, mesmo que sucintamente.

            É durante a década de vinte que a polémica estala quando os representantes da Junta de Aveleda querem que a capela de St.º Ovídio passe a ser pública. A isso vão-se opor ferozmente os seus donos, os fidalgos da casa de Barrimau ou de St.º Ovídio. Os republicanos ainda nesta época tentavam o arrolamento dos bens da Igreja. Aliás é a partir de 1910 que a capela de S. Bartolomeu se torna pública.

            Foi a 26 de Julho de 1927 que “veio de novo o Presidente da Corporação pedir mais a capela de St.º Ovídio.”[1][1]

            A capela de St.º Ovídio foi sempre particular “construída em terreno da Quinta de St.º Ovídio, dentro dela e em terreno demarcado e murado da Quinta.”[2][2]

            Guerras políticas e pessoais fizeram correr muita tinta em dois periódicos da época: Jornal de Lousada e Vida Nova.

            No seu n.º 1043 rezava o Jornal de Lousada (republicano) que “foi arrolada pela autoridade competente a célebre capela de St.º Ovídio, situada na freguesia deste concelho,... o último acto será,... a notícia de ter sido publicado o despacho que, oficialmente, considera a capela do milagroso St.º Ovídio propriedade exclusiva, in secula seculorum da freguesia do muito venerado S. Salvador de Aveleda. Podemos considerar a capela de St.º Ovídio como a praça de guerra de Aveleda.” [3][3]

            Apesar dos esforços dos fidalgos da casa de Barrimau ou St.º Ovídio, a capela de St.º Ovídio é entregue à comissão de culto por “Despacho de 15 de Julho findo, foi mandada entregar à Comissão do culto da freguesia de Aveleda, dêste concelho, entre outros bens, a capela de St.º Ovídio...”[4][4]

            Só em 1932 é que a capela é restituída à casa de St.º Ovídio, em definitivo, segundo o Heraldo de 27/02/32 e o Vida Nova de 5 de Março de 1932, é que publica o Despacho final sobre esta polémica. O Jornal de Lousada nem, se lhe refere.

         A última indicação do Jornal de Lousada é a de que a capela de St.º Ovídio foi demolida, ano de 1932. Actualmente a imagem de St.º Ovídio está na capela de St.º Ovídio, ali junto à igreja.

            A capela de St.º Ovídio seria reconstruída no lugar de Mourinho, já que segundo o fidalgo da casa de Barrimau “Demoli a capela que era minha, para a reconstruir num outro local...”[5][5] , pressupõe-se no lugar do Mourinho, já que não encontrei outra documentação que provasse o contrário.

         A dita capela de St.º Ovídio que se situa no lugar de Mourinho é, possivelmente, datada dos finais do séc. XVII, já que “Há 155 anos que os antepassados da Illustre família da casa de St.º Ovídio...requeram...licença para colocar na capela um confessionário”[6][6] , isto foi escrito no Jornal Vida Nova em 1928. O pedido para o confessionário foi feito em 1704. Ora a capela já anteriormente estava erigida. Daí situar-se entre os finais do séc. XVII, a sua construção.

            Todos a denominam capela de St.º Ovídio, mas esta capela tem por invocação N. Sr.ª do Rosário. E só é capela de St.º Ovídio desde que a antiga capela deste Santo foi demolida.

 

Silva, José Carlos Ribeiro da – As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 1997

 

 



[1][1] Ferreira, Alfredo J.; A Capela de St.º Ovídio em Aveleda, Jornal de Lousada, n.º 1160, 30 de Agosto de 1928, p. 1.

[2][2] Idem.

[3][3]  A. J. F., A Praça de Guerra de Aveleda, Jornal de Lousada, 12 de Novembro de 1927, p. 1.

[4][4] Jornal de Lousada, Capela de St.º Ovídio, Agosto de 1931 p. 2.

[5][5] Jornal Vida Nova, 5 de Março de 1920, n.º 560, p. 1.

[6][6] A Capela de St.º Ovídio, Jornal Vida Nova, 6 de Outubro de 1928, n.º473, p.1 e 2.



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Caminho de Ferro do Douro e Minho

O sr. ministro das obras publicas, Cardoso Avelino, tem visitado com frequencia, as officinas dos caminhos de ferro do Minho e Douro, os tuneis e todos os trabalhos para a construção da ponte sobre o Douro.

A sua estada no Porto tem sido muito festejada.

Hontem chegou s. excª a Chaide, examinou o tunel da tapada e seguiu para cima, a observar todas as mais obras da linha.

(Transcrição feita à época)

Comércio de Penafiel, 24 de Junho de 1878, nº 19, p.3



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Eu cá desde o romper d' alva

Você inda agora vem?

Pois vá já comprar os doces

Para a filha da minha mãe.

 

O Comércio de Penafiel, 27 de Maio de 1876, nº 11, p. 2.


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            I - Definição

 

 

1 - Casa de Real

 

2 - Proprietário/família

      

      Actual -Maria Fernanda Malheiro Guedes Quinhones de Portugal da Silveira

      Antigo - José de Faria de Almeida Queirós

      Apelido - Silveira Queirós

 

3 - Localização.

 

      Lugar - Real de Baixo

      Freguesia - Ordem

      Concelho – Lousada

 

II - Classificação Formal                   

        

 

 

Casa quadrangular com capela adossada

no topo esquerdo da fachada  Oeste

e pátio interior.

                                                                                                                                                                                                                 

                    

1 - Relação entre ambas as construções

 

 

2 - Descrição (arquitectónica) dos edifícios

 

A fachada principal, virada a Oeste, foi dividida, por duas pilastras, em três zonas, criando dois panos simétricos que flanqueiam um pano central, ao qual foi adossada uma escadaria perpendicular à fachada, de um só lanço, com patim, e volutas na parte terminal do corrimão. Os primeiros degraus são semicirculares. No rés-do-chão, do pano central, a ladear a escadaria, duas aberturas molduradas e gradeadas. No andar nobre, ao centro, uma portada moldurada com lintel curvilíneo flanqueada por duas janelas de sacada molduradas a sobrepujar cachorrada. No pano da direita, há uma janela de sacada com lintel curvilíneo; e no pano da esquerda, no rés-do-chão, ostenta uma portada moldurada com lintel sustentado por segmentos côncavos, enquanto no primeiro andar exibe uma janela de sacada com lintel curvilíneo. A fachada Norte evidencia apenas uma janela de peitoril gradeada e a fachada Este apresenta cinco portadas, no rés-do-chão, e uma escada de um só lanço; no primeiro andar, acha-se uma janela de peitoril moldurada e do lado direito uma abertura gradeada.

A fachada Sul foi dividida, verticalmente, por uma pilastra, que criou duas zonas e dois panos simétricos; no rés-do-chão seis janelas de peitoril molduradas e gradeadas (três no pano direito/ três no pano esquerdo), num ritmo muito certo. No primeiro andar vislumbram-se seis janelas de sacada com lintel curvilíneo que sobrepujam cachorrada (três no pano direito/três no pano esquerdo).

A capela está adossada ao topo esquerdo da fachada principal, tendo como invocação Nossa Senhora das Mercês. Apresenta um portal arquitravado com cornija e painel superior coroado por frontão interrompido. Exibe um óculo polifólio, moldurado e gradeado interrompido na base. O frontão é triangular. Uma cruz embolada com uma base em forma de volutas remata o frontão e as pilastras são encimadas por duas urnas fechadas. Na fachada Norte há uma janela rectangular moldurada e gradeada e na fachada Este nota-se a ausência da haste horizontal da cruz, restando tão só a haste vertical e a base.

 

3 - Estado de conservação

 

É bom.

 

4 - Obras/Restauro

       (Datas e que obras foram feitas)

Anualmente são realizadas obras de manutenção.

 

III - Elementos Iconográficos na construção

 

 

 

1 - Pedra de armas

      (Descrição)

 

 Não tem.

 

2 - Cronologia

      (Datas inseridas na construção)

 

Não tem.

 

IV - Outros dados históricos

 

 

A Casa de Real pertenceu a D. Frei Manuel da Cruz, que foi Bispo titular do Maranhão em 1738, e a José Freire Vieira Teixeira de Queirós, que ali nasceu em 1762 e nela faleceu em 1829, tendo sido Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Capitão-mor de Leça do Balio e Donatário de S. Miguel de Cacerilhe, concelho de Basto e de Santiago de Rande.132

Segundo o Jornal de Lousada, José Freire da Costa, Abade de Vilarinho, a mando do seu tio e Bispo de Mariana, D. Frei Manuel da Cruz, contratou os mestres pedreiros, naturais da Galiza Pedro Gomes e Manuel Solha para fazerem a construção da casa e capela de Real: “…Dizem-nos Pedro Gomes e Manuel Solha, mestres pedreiros naturais do reino da Galiza que nós estamos contratados com José Freire da Costa, abade de Vilarinho, de lhe fazer uma capela e casa na forma dos apontamentos e risco, tudo bem feito e seguro na forma da ley e nos obrigamos toda a pedra que for necessária para a obra tanto de escoadria como de alcenaria; a pedra de escoadria hade ser colouada no monte de S. João … e elle Reverendo Abbade nos dara a pedra das do Carvalhal e mais o sobrado melhor da caza e escadas do portal fronho e mais a pedra da Caza de Lagoeiros…eu Reverendo Abbade me obrigo a dar-lhes o caldo feito de manhã e à noite e cozer-lhe o pão dando os mestres o gram.133 E segundo o autor deste artigo, este contrato de obra está datado de oito de Março de 1758.

A Casa de Real deve ter vivido, por esta altura o seu período áureo,134 e o ouro do Brasil contribuiu para o esplendor e fortuna desta casa, já que foi por ordem de seu tio, bispo de Mariana, que o Abade de Vilarinho fez o contrato com os já citados mestres pedreiros. As obras atingiram os 868$300 réis.135

 

 

.

V - Situação da Casa

 

 

A Casa de Real fica num alto, e é vista ao longe por todos aqueles que vêm da Vila de Lousada em direcção a Freamunde ou de Vizela: “Ao de cima da egreja vê-se a casa solarenga de Real de Baixo.136 E logo que termina a Avenida da Igreja deparamos com o portão principal que lhe dá acesso e que permite a passagem para um terreiro espaçoso de terra batida donde visualizamos a sua fachada principal, virada a Oeste. Existe ainda outro local de entrada, uns metros abaixo, que nos leva à fachada Sul.

______________________________

 

132 - DINIZ, M. Vieira. - “A Casa De Real”, Jornal de Lousada, (24 de Abril de 1948), p. 1, Cf. FREITAS, Eugeneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 31

133 - DINIZ, M. Vieira. -“A Casa De Real”, Jornal de Lousada, (24 de Abril de 1948), p. 1, Cf. FREITAS, Eugeneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 31. Procurámos este documento nos Arquivos de Braga e Porto e não encontrámos o contrato de obra, e por isso utilizamos o jornal de Lousada como a melhor fonte para dar notícia do mesmo.

134 - DINIZ, M. Vieira. - “A Casa De Real”, Jornal de Lousada, (24 de Abril de 1948), p. 1, Cf. FREITAS, Eugeneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 31

135 - DINIZ, M. Vieira. - “A Casa De Real”, Jornal de Lousada, (24 de Abril de 1948), p. 1, Cf. FREITAS, Eugeneo de Andrea da Cunha e - o. c., p. 31

136 - VIEIRA, José Augusto - o. c., p. 356.

 

VI - Fontes Primárias/Documentais

  

Não encontradas.

 

VII - Bibliografia

 

- À Descoberta do Vale de Sousa-Rotas do Património Edificado e Cultural…Lousada: Editores Héstia. 2002.

- BOAVENTURA, São - Saudades! Saudades! Lousada e os seus homens de há 40 anos. 1899-1939. Lisboa: Sociedade Nacional de Tipografia. 1930.

- Carta Militar de Portugal - Lisboa: Edição do Instituto Geográfico Do Exército. Escala 1: 25 000, Série M888, Penafiel, Folha 112, N.º 4. 1998.

- COSTA, P. António Carvalho da - Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do famoso Reyno de Portugal Com as Noticias das Fundações das Cidades, Villas, e Lugares, que contem, varões ilustres, Genealogias das Famílias nobres, fundações de Conventos, Catálogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edifícios, & outras curiosas observaçoens. Segunda Edição. Braga: Typographia Domingos Gonçalves Gouveia, 1868.

- D’ ALMEIDA, José Avelino - Diccionario Abreviado de Chorografia, Topografia, Archeologia das Cidades, Villas e Aldêas de Portugal. Valença: Typographia de V. de Moraes, vol. I. 1866.

- DINIZ, M. Vieira. - “A Casa De Real”, Jornal de Lousada, (24 de Abril de 1948).

- Ecos - Porto: Direcção Geral de Apoio e Extensão Educativa, Coordenação Distrital do Porto, N.º 17. [s/d].

- FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - Carvalhos de Bastos. A descendência de Martim Pires Carvalho, Cavaleiro de Basto. Porto: Edição de Carvalhos de Bastos, vol. II. 1979.

- História das Freguesias e Concelhos de Portugal - Lisboa: Edição do Jornal de Notícias e da Quidnovi, vol. 9. 2005.

- Jornadas Europeias de Património. À Descoberta Do Património Escondido. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 2003.

 - LEAL, Augusto Soares d’ Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno Diccionario Geographico, Estatístico, Chorographico, Heráldico, Histórico, Biographico e Etymologico De Todas As Cidades, Villas e Freguezias de Portugal. Lisboa: Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, volume Sexto. 1875.

- Lousada-A Vila e o Concelho. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 1993.

- Lousada-Terra Prendada - Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 1996.

- Lousada (Subsídios para a sua Monografia) - Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada, da Coordenação Concelhia de Lousada e da Direcção Geral da Extensão Educativa. 1989.

- Planta topográfica. Escala: 1:2000. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 2005.

- SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada. Seminário de Licenciatura em História-Variante Património. Universidade Portucalense Infante D. Henrique (Policopiada). 1997.

- VIEIRA, José Augusto - O Minho Pitoresco. 2ª Edição, Valença: Edição Rotary de Valença, Tomo II. 1987.

 

 

 

SILVA, José Carlos Ribeiro - A CASA NO CONCELHO DE LOUSADA, FLUP, 2007

 






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Domingo, 25 de Julho de 2010

O Cruzeiro da Tapada

 

Localiza-se no meio do entroncamento, no lugar da Tapada.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em cimento-betão no ano de 1979.

É um Cruzeiro de Memória.

Está em mau estado de conservação.

A cruz latina e oitavada assenta na base.

No centro da cruz está uma placa em mármore, em forma de losango, onde está escrito: “Recordação da Comissão de Festas de S. Miguel – 1978, inaugurado em 06.05.79”.

A plataforma é circular, de três degraus, sendo que um deles se encontra parcialmente destruído e soterrado.

 

VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004.



publicado por José Carlos Silva às 16:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

  3 – Boim

 

3. 1. - Localização – Fica esta terra na “Província do Minho, comarca de Penafiel Bispado do Porto, Correição de Barcellos e freguezia de S. Vicente de Boim, Concelho de Louzada. Hé do Duque e Estado de Bragança, digo, da Serenissima Real Caza de Bragança, que anda anexo á Coroa segundo me parece. Tem setenta e trez vezinhos e duzentos e treze pessoas mayores, e vinte e cinco menores. Está situada em hum válle e circuitada pela parte do Nascente com alguns montes de pouca entidade e com permediação de outros pela parte do Norte, donde se descobre a povoação da villa de Arrifana de Souza que fica distante hua légoa. “21

 

3.2. - Fogos – Fica esta terra na “Província do Minho, comarca de Penafiel Bispado do Porto, Correição de Barcellos e freguezia de S. Vicente de Boim, Concelho de Louzada. Tem setenta e trez vezinhos e duzentos e treze pessoas mayores, e vinte e cinco menores.”22Em 1757 tinha “53 fogos”23. Em 1868 “S. Vicente de Goim, que antigamente se chamou de Goy, Curado de São Thirso, a quem he unido, rende ao Cura setenta mil reis, & para os Frades duzentos mil reis: tem cincoenta & oito visinhos, & huma Ermida de São Jorge.”24

 Compreende “dezanove moradias chamadas aldeas que são as seguintes: Boim: tem vinte e oyto vezinhos. Marelco: tem quatro. Cedoura: tem oyto. Penêdo: quatro. Outeirinho: dous Barroca: hum. : trez Eiras: dous. Campos: hum. Ermeiro: hum. Gerovilla: hum. Assento da Igreja: dous. Real: dous. Arcas: trez. Corgo: dous. Costa: dous. Cacabellos: hum. Tonim: dous. Villa cháa: hum só vezinho. Estão as dezanove Aldeas, cada huma das quais comprehende os vezinhos que ficáo declarados ao pé de cada aldea.”25

 

 

 

 

20 – Idem, Ibidem

21 – I. A. N. T. T. - Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 7, fl. 955.

22 – Idem, Ibidem.

23 – LEAL, Augusto Soares d’ Azevedo Barbosa de Pinho. – Portugal Antigo e Moderno – Diccionario Geographico, Estatístico, Chorográfico, Heráldico, Archeologico, Histórico, Biographico e Etymologico De Todas As Cidades, Villas E Freguezias de Portugal e de Grande Numero de Aldeias. Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão. Lisboa, 1874, Volume Primeiro, p.407.

3.2. – Residência Paroquial e Igreja – Está a “Rezidéncia paroquial e a igreja no meyo de quatro vezinhos que ficao pouco distantes della e de seus predios entre montes, hum chamado de S. Jorge, que fica da parte de Nascente, outro chamado monte da Báde que fica da parte do Norte: e tem esta freguezia dezanove aldeãs.

Hé orago desta freguezia S. Vicente Martir. E tém esta igreja quatro altares: o do altar mor, onde está collocada a imagem do Martir S. Vicente: dous collateraes, hum dos quaes fica ao lado direito, onde está collocada a imagem do Santo Nome cujo altar he do mesmo Santo Nome e a seus lados estão as imagens de Santo Antonio e de S. Jorge Martir e o outro altar que fica ao lado esquerdo he de Nossa Senhora do Rozario onde está collocada a sua imagem, cujo altar hé previligiado nos sabbados de cada semana com bulla que se reforma de sete em sete annos para os irmãos somente, por ter irmandade, eo outro altar fica ao lado esquerdo da igreja para a parte do Norte em huma nova capella novamente erecta e encorporada na mesma Igreja com arco que se fez na parede da mesma pela devoção e zello dos freguezes em cuja capella e altar está collocado o Santissimo Sacramento, e por cima huma veneravel imagem do Senhor Crucificado com a Invocação do Senhor dos Dezamparados aonde acóde muita gente em romaria quaze todos os Domingos e dias Santos com novenas e sem ellas.” 26

 

3.3. Capela de S. Jorge – “Tem huma capella, ou ermida, chamada de S. Jorge, no alto de hum monte chamado de S. Jorge, fora das aldeas mas perto da igreja em cujo altar está collocada a imagem do dito S. George Martir de cavállo e hé esta capella desta freguezia ou dos moradores della, que estão obrigados à fabrica, reparo e ornato della, a qual he vigiada pelo Ordinario, e seus visitadores. Fázem os freguezes festa ao dito S. George a vinte e trez de abril com missa cantada e sermão nesta igreja aonde está collocada a imagem do dito S. George Martir de pé no altar do Santo Nome como acima se declara no fim de cuja festa levão a imagem do dito santo em procissão á dita capella que está no alto domonte de S.Jorge aonde está outra imagem do dito santo de pé e ahi fica todo o dia até a noyte por haver romagem na dita capella somente no dito dia vinte e trez de Abril em que se festeja o dito santo e no dito monte de S. Jorge há feira de bois no dito dia tão somente que trazem seus donos em romaria ao dito santo pelo terem por advogado contra os males e doenças dos bois.”27

 

 

 

4 – Caíde

 

4. 1. - Localização – Fica esta terra «na Provincia de Entre Douro e Minho, do Arcebispado de Braga Primas, pertence a Comarca de Guimaraes e e a freguezia de Sam Pedro de Cahide de Rey, Concelho de Sta. Cruz de Ribatamega. Nam he terra de El Rey, mas sim he o senhor della o Conde Meyrinho Mor do Reyno aquem reconhecem alguns lavradores com foros e pensões; alem desse senhor he terra imprazada, a quem, digo, a differentes senhorios aquem pagam rendas, como he ao Convento de Mancellos dos Padres Dominicos e ao Convento de Travanca dos padres bentos. Esta freguezia esta situada no meyo de huma ribeyra, confina pella parte do Sul, e Nascente com hum monte, e estrada que vem da Villa de Arriffana do Souza, para o lugar da Lixa, e pela parte do Poente, e Norte com a freguezia de Meynedo do Bispado do Porto e com a freguezia de alentem Arcebispado de Braga e della se descobre hum valle que chega a freguesia de Mouris que tem em si duas legoas de comprido. E no alto do Monte pela parte do Nascente e Sul, parte com a com a freguezia de Sam Payo de Oliveyra deste Arcebispado, por Norte corre huma grande estrada que vem da Villa deSouza para o lugar da Lixa tem esta estrada coatro legoas de comprido e he aprazivel por ir avista do povo de hum parte, e do outra. Neste monte se criam levres, perdins e alguns coelhos. Nam tem termo seu, pertence ao concelho de Santa Cruz de Sima Tamega. Esta Parochia situada no meyo da freguesia entrelugares que sam os seguintes ’’Lugar de Barreyros’’, Pereyras, Sobreyra, Lage, Lama grande, Villaverde, Mouro, Cahide, Ortozello, Almeyda da quem, Almeyda da Lem,”28

 

4. 2. - Fogos.São Pedro de Caíde de Rei tinha em 1758 “duzentos, e doze vezinhos, pessoas mayores, e menores sete centos e des.”29

 

 

 

 

 

 

24 – COSTA, P. Antonio Carvalho Da – Corografia Portugueza e descripçam Topografia Do Famoso Reyno De Portugal, com as Noticias Das Fundações das Cidades, Villas, & Lugares, que contem, Varões illustres, …Typograpfia de Domingos Gonçalves Gouvea, Braga, Segunda Edição. 1868, p. 338.

25 – I. A. N./ T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 7, fl. 955 a 956.

26 – Idem, fl. 956 a 957.

27 – Idem, Ibidem, 957 a 958.

28 – I. A. N./ T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol.8, fl. 203.

29 – Idem.



publicado por José Carlos Silva às 16:24 | link do post | comentar

3 - Barrosas

 

3. 1. - Localização – Está esta freguesia de Santo Estevão de Barrosas “cituada na Província deentre Douro e Minho, e pertensse ao arcebispado de Braga Primaz e no governo temporal pertensse a comarca etermo da villa de Guimaraese naõ pertensse a outra freguezia alguma e hé terra de el rei noso senhor, e não pertensse a outro donatario algum. Tem esta freguezia sesenta e seis moradores e ducentas e sincoenta pessoas. Estâ esta freguezia cituada entre dous montes e hum valle, e sedescobre della a freguezia de Santa Eulalia de Barrozas, e tambem parte da freguezia de Sam Tiago de Lustoza e terâ dedistancia meio cuarto de legoa. Não tem esta freguezia termo seu, hé do termo da villa de Guimaraens. Estâ esta Parochia dentro da freguezia junto a hum lugar chamado o Porguntouro. Tem esta freguezia vinte e sete lugares, a saber o lugar do Porguntouro, Bufareira, Fontainhas, Longra, Cruz, Carvalho, Bentuzellas, Outeiro, Santo Andre, Ledesma, Barrias, Trancousso, Amial, Souto, Alem, Cazal, Simadevilla, Vinda, Carmo, Boussa alagada, Senhor de Padram, Boa Vista, Boussa, Mata, Incados, Lama e Igreja. Estâ esta freguezia cituada entre dous montes e hum Valle, e sedescobre della a freguezia de Santa Eulalia de Barrozas, e tambem parte da freguezia de Sam Tiago de Lustoza e terâ dedistancia meio cuarto de legoa. Não tem esta freguezia termo seu, hé do termo da villa de Guimaraens. Estâ esta Parochia dentro da freguezia junto a hum lugar chamado o Porguntouro. Tem esta freguezia vinte e sete lugares, a saber o lugar do Porguntouro, Bufareira, Fontainhas, Longra, Cruz, Carvalho, Bentuzellas, Outeiro, Santo Andre, Ledesma, Barrias, Trancousso, Amial, Souto, Alem, Cazal, Simadevilla, Vinda, Carmo, Boussa alagada, Senhor de Padram, Boa Vista, Boussa, Mata, Incados, Lama e Igreja.”15

 

14 – Idem, Ibidem, fl. 858

 15– I. A. N. T. T. – Dicionário Geográfico, 1758. Vol. 6., fl. 403.                                        

3. 2. - Fogos – Tem esta “freguezia sesenta e seis moradores e ducentas e sincoenta pessoas. “ 16

 

3. 3. - Igreja de Santo Estêvão de Barrosas – O orago desta freguesia “hê Santo Estevam tem tres altares a Igreja a saber: hum do Santissimo Sacramento, aseguir da Senhora do Ruzario, eoutro do Martir Sam Sebastião, enão tem mais e tem huma Ermandade das Almas. O parocho desta freguezia hê abbade. Hê apresentacâo da Mitra de Braga Arcebispado Primaz e renderâ esta abbadia hum anno poderoso de frutos certos e incertos duzentos e oitenta mil reis nam tem esta freguezia beneficiados.”17

 

3.4. - Capelas do Carmo, de Santo André e do Senhor do Padrão – “Tem esta freguezia tres Ermidas, huma de Nossa Senhora do Carmo cita no mesmo lugar do Carmo que sempre foi do Padre Luis Ferreira de Mello, e não acode a ella romage e outra ermida de Santo Andre, cita dentro do mesmo lugar de Santo Andre que pertensse a Joâo Pacheco do mesmo lugar, e não acode romagem, e outra do Senhor do Padram, cita no mesmo lugar do Senhor do Padram que pertensse ao parocho desta freguezia e nâo sedis inda missa nella por nâo estarem as obras findas e alguns romeiros concorrem, mas não tem dias certos.”18                                                                

                                              

3.5. - Casa do Carmo – “Tem esta freguezia huma casa chamada do Carmo, cita no mesmo lugar do Carmo que consta de boa galeria com sua varanda de colunas de pedra, e seu patio com suas ameyas no qual estâ a ermida de Nossa Senhora do Carmo que atras faço mençâo; cuja caza e ermida foi de Balthazar Ferreira de Mello, morador que foi na mesma caza e hoje de seus descendentes, que tem seu brazão que consta ser da famillia dos Ferreiras e Mellos, na qual seu brazão vi fazer graça e mersse o senhor rey Dom Joâo Quinto ao ditto Balthazar Ferreira de Mello, casados os seus descendentes que gozariâo de todasas honras, privilegios, liberdades, graças, izençoens, e franquezas que ham, e dizem haver os Fidalgos do Solar de antigua linhagem cujo brazâo se acha registado no cartorio dos Brazoens da Nobreza de Portugal no livro nono afolhas sincoenta e sinco.”19

 

16 - Idem.

17 – Idem, Ibidem, fl. 404.

18 – Idem.

19 – Idem, Ibidem.

 

3. 6. - Notícia do Terramoto de 1755 – “ Não padeceu ruina no terrramoto de mil setecentos e sincoenta e sinco.”20

 

IN Paisagem Edificada



publicado por José Carlos Silva às 16:21 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Ha n' esta villa bons e confortaveis hoteis onde os forasteiros encontrarão por modicos preços as comodidades de que precisam.

 

Jornal de Louzada, 19 de Julho de 1908, nº 50, p. 1



publicado por José Carlos Silva às 16:53 | link do post | comentar

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