Sábado, 24 de Setembro de 2011

"Illustração Portugueza", nº. 15, publicada em 15/02/1904, página nº. 236

Via Fernando Pereira

 

Na figura: Dr. Duarte Leite, candidato à presidência da república, 2011. Senhor da Casa de Vila Pouca _Romariz - Meinedo.



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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

A desfolhada é uma tradição que se localiza no Norte de Portugal. Acontece no início do Outono, quando principiam as colheitas dos frutos, e a Natureza se despede do Verão.

Para haver espigas na eira, primeiro tem de se semear o milho. Na época das colheitas colhem-se as espigas e levam-se para a eira. A eira fica junto ao beiral, é de pedra, grande e rectangular.

Deitam-se as espigas num monte, na eira. De seguida, o lavrador convida os vizinhos, amigos e familiares para um dia, à noite, irem desfolhar.  

No dia da desfolhada as pessoas sentam-se à volta das espigas, desfolham-nas e cantam modinhas: o Vira, Malhão, Milho Rei etc.

Quando alguém encontra a Espiga Rainha pode dar um beijo e um abraço aos presentes. (Para haver espiga rainha tem que ser plantado milho branco, segundo dizem os entendidos).

No fim come-se:castanhas, biscoitos, pão caseiro, nozes, frutos secos, maçãs asadas, aguardente e vinho. Por último, debaixo do luar da noite dança-se na eira ao som da viola ou de uma gaita-de-beiços.



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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

convitejornadaseuropeiaspenafiel



publicado por José Carlos Silva às 21:51 | link do post | comentar


A Rota do Românico organiza, nos próximos dias 28, 29 e 30 deste mês, o seu I Congresso Internacional, que terá como palco o Auditório Municipal de Lousada. Reúne um conjunto de prestigiados oradores, nacionais e internacionais, ligados às temáticas da arte românica em Portugal e na Europa, da conservação e salvaguarda do património, das artes tradicionais, do património intangível, do turismo e do desenvolvimento regional, entre outras.

O Congresso contará com as presenças do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e da Secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, que vão presidir às sessões de abertura e encerramento, respetivamente.


publicado por José Carlos Silva às 21:41 | link do post | comentar

A Câmara de Lousada volta a associar-se às comemorações europeias do património.
Programa:
Sexta-feira:
Dia 23 - 10h00 - público escolar. Visita guiada ao centro histórico da vila de Lousada. Objectivo: analisar a evolução da malha urbana nos últimos 150 anos.
Sábado: 24 - público em geral -10H00.
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De 23 a 30: Exposição “Perspectivas de Lousada: Passado e Presente”.


publicado por José Carlos Silva às 21:36 | link do post | comentar

Domingo, 18 de Setembro de 2011

Manuel do Couto, filho de Simão António e de sua mulher Paula do Couto, já defunta, se recebe a 2-6-1668 com Maria digo Catarina Camella, filha de Joam Gaspar e de sua mulher Isabel Gaspar, todos desta Igreja. Era cura desta Igreja o Pe Domingos Ribeiro.
Manuel do Couto faleceu em Boim a 16-9-1718 e Catarina faleceu a 23-1-1724. Moraram no assento da freguesia.
Foram seus filhos baptizados na freguesia de Boim:

João n. 9-10-1668

Manuel n. 26-3-1671. Como Manuel Camello do Couto se recebe a 22-6-1693 com Maria do Nascimento Barbosa, filha natural do Pe Domingos Barbosa Nunes, cura desta freguesia, e de Ana de Sousa, solteira, natural do Couto de S. Miguel de Bustello.

António n. 19-11-1673 e casado a 13-2-1713, em S. Lourenço de Pias com Maria Pinto Ribeiro, filha de Manuel Ribeiro e de sua mulher Antónia Pinto, de Pias. ☼

Águeda n. 30-4-1672, filha de Manuel do Couto e de sua mulher Catarina Camella, baptizada pelo Pe Mateus Dias da freguesia de Silvares.

Francisco n. 17-2-1678, casado com Clara Nunes ☼

Maria n. , filha de Manuel do Couto e de sua mulher Catarina Camella n. após Agosto de 1680. De difícil leitura.

Anna n.1-3-1683, filha de Manuel do Couto e de Catarina Camella, sendo padrinho de baptismo Francisco Camello, da freguesia de S. Martinho de Lodares e Maria, filha de Pantaleão Camello da freguesia do Salvador de Novelas.

Catarina n. 8-5-1687, filha de Manuel do Couto e de Catarina Camella, do assento desta Igreja de S.Vicente de Boim, sendo padrinho de baptismo Gonçalo Pinto e sua irmã Catarina solteira, filhos de Joana Pinto, da Sadoura, desta freguesia.

 

In GENEAL

 



publicado por José Carlos Silva às 11:52 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
O Governo anunciou hoje a criação da Direção Geral do Património Cultural, que integrará os institutos dos museus, património arquitetónico e arqueológico - IGESPAR e IMC - bem como a Direção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo.

No âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC), hoje anunciado em Conselho de Ministros, a tutela decidiu ainda fundir a Direção Geral de Arquivos com a Direção Geral do Livro e das Bibliotecas.

O Governo pretende efetuar uma redução de 38 por cento nas estruturas orgânicas da Administração Central, tendo anunciado estes exemplos na área da Cultura.

A Direção Geral de Arquivos, que coordena o sistema nacional de arquivos, será fundida com a Direção Geral do Livro e das Bibliotecas, o organismo que se destina à promoção do livro, da leitura, das bibliotecas e dos autores portugueses.

É criado um novo organismo - a Direção Geral do Património Cultural - que agregará os serviços do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) e do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

Desta direção geral fará também parte a Direção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, não tendo o Governo feito qualquer referência sobre o futuro das restantes quatro direções regionais.

Esta é a segunda reestruturação efetuada em menos de cinco anos na área do património e museus, uma vez que o IGESPAR e o IMC foram criados em 2007 no âmbito do PRACE - Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado.

Na altura, o IGESPAR resultou da fusão do Instituto Português do Património Arquitetónico e do Instituto Português de Arqueologia, incorporando ainda parte das atribuições da extinta Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

O IMC, que tutela 28 museus e cinco palácios dispersos pelo país, reunia os anteriores Instituto Português de Museus, Instituto Português de Conservação e Restauro e ainda a Rede Portuguesa de Museus.

Jornal I



publicado por José Carlos Silva às 16:17 | link do post | comentar

António Mota, Orquestra e coro Mi Alegro, Agrupamento de Escolas de S. Mamede de Infesta, recital de poesia por Manuel Esteves.



publicado por José Carlos Silva às 14:30 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Arquitectura religiosa, quinhentista e setecentista. Igreja paroquial de planta centralizada, em cruz grega irregular, composta por nave, capela-mor e duas capelas laterais, com sacristias adossadas, com coberturas em masseira de feitura recente, e escassamente iluminada por janelas em capialço, de feitura seiscentista e setecentista. Fachada principal em empena truncada por cruz latina, rasgada por portal quinhentista em arco de volta perfeita. Fachadas rematadas em cornija e pináculos piramidais, a lateral direita com porta de verga recta dintelada, encimada por janelão. Interior com ampla nave, baptistério no lado do Evangelho e púlpito quadrangular no lado oposto. Capelas laterais com acesso por arcos de volta perfeita assentes em pilastras toscanas. Capela-mor com arco triunfal de volta perfeita. Possui retábulos de talha maneirista e o actual retábulo-mor é de talha dourada rococó.

Descrição

Igreja de planta centrada em cruz grega irregular, formada pelos com corpos anexos nos braços transversais a N. e S., com campanário adossado no braço transversal S. junto à fachada principal, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas. Fachadas de cantaria de granito aparente em aparelho isódomo ou pseudo-isódomo, rematadas em cornija de chanfro e de gola recta. Actual FACHADA PRINCIPAL virada a S. com corpo de acesso em empena com cruz latina sobre dado no vértice e pináculos piramidais com bola nas extremidades, rasgada por portal de verga recta dintelado, encimado por janela rectilínea em capialço. No anexo, surge uma janela rectilínea em capialço. FACHADA LATERAL ESQUERDA, corresponde à antiga principal, virada a O. e em empena truncada, rematada por cruz latina, e rasgada por portal em arco de volta perfeita, com a moldura formada pelas aduelas. O braço do lado esquerdo tem uma sacristia adossada, com acesso por porta de verga recta. O braço do lado direito tem adossado um campanário com dois registos definidos por cornija, encimada nos extremos por pináculos piramidais com bola, sobre a qual evolui uma pequena plataforma e duas ventanas de volta perfeita, flanqueadas por contrafortes em esbarro e rematadas em cornija coroada por cruz latina ladeada por pináculos piramidais com bola. FACHADA LATERAL DIREITA em empena com cruz latina sobre plinto paralelepipédico no vértice e com pináculos piramidais sobre os cunhais, possuindo um medalhão em bronze e uma inscrição. No lado esquerdo, a sacristia, rasgada por janela jacente em capialço. FACHADA POSTERIOR marcada pelos corpos da capela lateral e da sacristia, sendo visível uma parte da nave com janela em capialço parcialmente obstruída pelo corpo da sacristia, este rasgado por janela jacente, também em capialço. O corpo da capela lateral termina em empena cega, com cruz latina sobre dado no vértice e com pináculos piramidais sobre os cunhais. A face E. possui janela rectilínea em capialço. INTERIOR da actual nave rebocado e pintado de branco, com cobertura em masseira, rebocada e pintada e assente em cornija de madeira, e pavimento em tijoleira. Tem coro-alto de madeira, assente em mísulas de cantaria, com guarda torneada e acesso por escadas de dois lanços no lado da Epístola. A nave separa-se do CRUZEIRO por arco de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, tendo este paredes, cobertura e pavimento semelhantes ao da nave, No cruzeiro, surge, no lado da Epístola, uma estrutura retabular, dedicada a São Vicente. No lado do Evangelho, desenvolve-se um braço correspondente à nave primitiva, com o portal ladeado por pia de água benta embutido na parede, que forma um pequeno nicho. Possui coro-alto semelhante ao anterior, tendo, no sub-coro, no lado do Evangelho, o baptistério, elevado relativamente ao pavimento da nave por plataforma em cantaria de granito, protegida por grades de madeira torneadas. Possui pia baptismal em cantaria de granito, assente em coluna galbada e com taça hemisférica com bordo boleado e saliente. No lado da Epístola, o antigo púlpito em cantaria, com bacia quadrangular assente em mísula decorada com volutas. No lado da Epístola do cruzeiro, um arco de volta perfeita e arestas boleadas acede à capela lateral da Epístola, dedicada a São Miguel, com cobertura em falsa abóbada de berço abatido, rebocada e pintada de branco. No topo da capela, a estrutura retabular. No centro do cruzeiro, sobre plataforma elevada, em cantaria de granito, ergue-se o altar-mor em cantaria e de feitura recente, ladeado pela cadeira dos celebrantes e o ambão de madeira. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, decorado com pinturas murais, formando cartelas volutadas e envolvidas por acantos, contendo os instrumentos da paixão. CAPELA-MOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, tendo cobertura em masseira, formando caixotões de madeira, com molduras de talha, e pavimento em ladrilho cerâmico. Tem retábulo-mor de talha dourada, com planta recta e três eixos definidos por quatro colunas de fuste liso e o terço inferior marcado, percorrida por ornatos de concheados, assentes em consolas. No exterior, duas pilastras com fuste fitomórfico. Ao centro, ampla tribuna, formando um falso ovalado, pelo prolongamento inferior da moldura criando duas mísulas, com a boca da tribuna rendilhada e o remate ornado por lambrequins. No interior possui o fundo pintado e cobertura em caixotões pintados com elementos fitomórficos e concheados. Nos eixos laterais, surgem mísulas encimadas por elementos decorativos, criando falsos baldaquinos, de onde pendem falsos drapeados pintados na estrutura. Remate em friso e cornija, encimados por estrutura que se adapta à cobertura, ornada por profusão de fragmentos de frontão, fragmentos de cornija, concheados e acantos. Na base dos eixos, portas de acesso à tribuna. Mesa de altar paralelepipédica com o frontal marcado por sebastos e sanefa decorados com concheados, vocabulário que se repete no corpo do frontal. Sobre esta, o sacrário, formando uma estrutura de concheados, enquadrados por volutas e rematado por cornija, tendo a porta decorada por uma custódia. No lado da Epístola, um órgão. SACRISTIA com pequeno arcaz, existindo, na sacristia de menores dimensões, um lavabo, com espaldar de volta perfeita, contendo o nicho do reservatório e uma bica almofadada em losango, que verte para pequena taça rectangular, de bordos boleados; remata em cruz latina.

Enquadramento

Peri-urbano, isolado, situado num vale, nas imediações do centro da povoação, próximo da rotunda de acesso à mesma. Encontra-se rodeado por algumas casas de habitação e por terrenos de cultivo. Surge implantado numa zona com ligeiro declive, num adro elevado relativamente à via pública, em plataforma artificial, pavimentada a blocos de cimento e envolvida por muros em cantaria de granito aparente, capeados com o mesmo material, com acessos a E. e junto às casas paroquiais. No acesso E., um cruzeiro composto por alto plinto paralelepipédico e cruz latina, de hastes simples. No extremos NE., possui um pequeno canteiro com árvores de médio porte.

 

Descrição Complementar

Fachada posterior com um medalhão de bronze, a representar a efígie de D. António Augusto de Casteo Meireles, sobre a seguinte inscrição: "D. ANTONIO AUGUSTO DE CASTRO MEIRELES BISPO DO PORTO PRIMEIRO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO 1885-1985". No cruzeiro, uma estrutura retabular, de talha dourada e pintada, de planta recta e um eixo definido por duas colunas com o terço inferior marcado e decorado por motivos fitomórficos e os terços superiores em espiras, encimadas por pequenos pináculos. Ao centro, pequeno nicho contracurvo, ladeado por painéis pintados a representar a Virgem, São José, Santa Isabel e Santa Clara. A estrutura remata em friso intercalado por mísulas equidistantes, e cornija, sobre a qual evolui uma tabela rectangular vertical, ladeada por quarteirões e rematada por friso, cornija e frontão interrompido. A tabela possui a representação de Nossa Senhora da Conceição e é ladeada por elementos de talha vazada. Surge sobre estrutura de madeira pintada e ostenta o banco pintado por acantos. CAPELA LATERAL DA EPÍSTOLA com retábulo de talha em branco, encerada, pintada e com elementos figurativos encarnados, de planta recta e três eixos definidos por quatro pilastras com os fustes decorados por acantos e pontuados por "putti", as interiores prolongando-se numa arquivolta, também ela decorada, e rodeada por apainelados e moldura exterior adaptada à cobertura e de feitura recente. Ao centro, apainelado com mísula gomeada adossada, encimado por estrutura que forma falso baldaquino, contendo a imagem do orago. Nos eixos laterais, painéis pintados, representando São Bento (Evangelho) e Santa Escolástica (Epístola). Predela ornada por apainelados de acantos e f´. Banco de grandes dimensões com apainelados pintados e mesa de altar tronco-piramidal, encimada por estrutura de madeira decorada por almofadados e remate em friso e cornija.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Atual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afetação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 20

Arquiteto / Construtor / Autor

ENTALHADOR: José Pereira Veloso (1765-1766).

Arquiteto / Construtor / Autor

Cronologia

1258 - a igreja é do padroado dos herdeiros de D. Guiomar Mendes de Sousa (filha de Gil Vasques de Soverosa e sua mulher Aldonça Anes da Maia) e do Mosteiro de Santo Tirso, ficando a confirmação do nome do pároco a cargo do bispo do Porto; 1398, 30 Março - integrada no arcediagado de Meinedo; séc. 16 - provável construção do imóvel; 1542 - o Censual da Mitra do Porto refere a igreja como sendo anexa da de Santo Tirso; 1581 - o curato transforma-se em vigararia perpétua, tendo o bispado do Porto protestado contra a situação; 1585 - data em que esta igreja passa da apresentação anual da mitra do Porto à de Amador Ribeiro, vigário do Mosteiro de Santo Tirso, que apresentaria um vigário perpétuo por cuja morte passaria ao estado primordial de ser de apresentação anual do abade de Santo Tirso; séc. 17 - construção da capela anexa e do campanário; provável reforma dos vãos; 1606, 07 Março - a igreja regressa à situação primitiva, formando um curato, com o rendimento de 150$000; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa, a igreja de São Vicente de Goim, antiga Goi, é um curato anexo ao Mosteiro de Santo Tirso e rende ao cura 70$000, rendendo 200$000 aos frades; a povoação tem 58 vizinhos; séc. 18, 2.ª metade - reconstrução da Capela do Senhor dos Desamparados com a pintura do arco de acesso; 1758, 25 Abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco José Vaz de Pinho, é referido que a igreja e residência paroquial se situam junto a quatro casas, entre os montes de São Jorge, a E., e o de Bade, a N.; a igreja tem como orago São Vicente e quatro altares, o mor, com a imagem do orago, o colateral do Evangelho dedicado a Nossa Senhora do Rosário com Irmandade e altar privilegiado, sendo o colateral da Epístola, dedicado ao Santo Nome de Jesus, ladeado pelas imagens de Santo António e São Jorge Mártir; no lado do Evangelho, existe uma capela refeita recentemente, pela devoção dos fregueses, com o Santíssimo Sacramento e dedicada ao Senhor dos Desamparados, com imagem do Crucificado; esta capela é alvo de romaria; a igreja é um curato apresentado pelo abade de Santo tirso, para quem rende 256$000, recebendo o cura o pé de altar, os frutos do passal e 45$000; 1765, 27 Setembro - encomenda do retábulo do Senhor dos Desamparados ao entalhador bracarense José Pereira Veloso; 1766, Agosto - conclusão da estrutura retabular; séc. 19 - provável introdução de estruturas retabulares maneiristas, provenientes do Mosteiro de Santo Tirso; construção da capela lateral da Epístola, actual nave; séc. 20 - alteração da orientação da igreja, com a instalação da capela-mor na antiga capela lateral do Evangelho e colocação da nave na antiga capela da Epístola; construção dos coros; feitura de uma nova mesa de altar; 1985 - colocação de palca comemorativa na antiga fachada posterior.

 

Características Particulares

Igreja em cruz grega irregular, rara na zona em que se implanta. A estrutura revela a sua antiga construção quinhentista, ainda patente na antiga fachada principal, em arco de volta perfeita com a moldura formada pelas aduelas, e no arco triunfal, com arestas boleadas. Sofreu, no séc. 17, uma profunda transformação, com a construção da capela lateral do Evangelho, profundamente alterada na segunda metade do séc. 18, tendo sido pintado o arco de acesso, com motivos da Paixão de Cristo, e feito um novo retábulo, de estilo rococó, o qual possui uma tribuna formando um falso ovalado, pelo prolongamento dos concheados das molduras nos extremos, bem como profusa decoração de concheados. No final do séc. 18 ou no imediato, uma vez que as Memórias Paroquiais de 1758 não o referem, terá sofrido uma alteração, com a construção de uma nova capela lateral no lado da Epístola, a actual nave e terá ocorrido a introdução de estruturas retabulares maneiristas, provavelmente provenientes do Mosteiro de Santo Tirso a cujo padroado a igreja estava anexa. De destacar a qualidade de talha da Capela de São Miguel e a introdução de elementos na sua base que terão pertencido a uma peça de mobiliário sua contemporânea, com decoração de apainelados almofadados. O séc. 20 terá efectuado alterações de vulto no edifício, com a construção dos coros-altos e transformação da nave e da capela-mor, transposta para a antiga Capela do Senhor dos Desamparados.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; modinaturas, pilastras, arcos, base do púlpito, mísulas dos coros, plataformas, altar-mor, lavabo em cantaria de granito; guardas dos coros, grades do baptistério, portas, cornijas e retábulos de madeira; pavimento em ladrilho cerâmico; coberturas em telha.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza..., Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I; SILVA, Elsa e CARDOSO, Cristiano, A Igreja de São Vicente de Boim, in Suplemento do Património, ano 11, n.º 79, Lousada, Câmara Municipal de Lousada, Outubro 2010; LEAL, Augusto Pinho, Portugal antigo e moderno: Diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico, Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & Companhia; 1873-1890, 12 volumes; LOPES, Eduardo Teixeira, Lousada e as suas freguesias na Idade Média, Lousada, Câmara Municipal de Lousada, 2004.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 7, n.º 32, fl. 955-960)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc. 20 - remoção dos rebocos exteriores; feitura de novas coberturas; restauro dos elementos decorativos.

Autor e Data

Diocese do Porto e Paula Figueiredo (IHRU) 2011 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese do Porto).

 



publicado por José Carlos Silva às 16:39 | link do post | comentar

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